Transformações

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Acho que 2013 está sendo um ano muito intenso e, por isso, será especialmente marcante na minha vida. Esse 2º semestre foi muito complicado. Muito dolorido. Quando eu vejo tudo o que já passei nesses últimos meses só consigo me lembrar dessa história da borboleta:

“A borboleta quando está saindo do casulo passa por um momento doloroso no qual sangra para que suas asas se formem. Se alguém tentar ajuda-la a sair acabará com o processo pelo qual ela deve passar para obter suas asa. Com a ajuda de alguém ela jamais poderá voar.
É preciso passar por momento de dor para alçar voo.”

Passei por uma crise existencial muito grande, que até hoje continua refletindo no meu desenvolvimento pessoal. Cheguei a um momento de desanimar da vida em geral. De não conseguir enxergar uma perspectiva positiva para o meu futuro. De não saber quem eu era, o que eu estava fazendo e o que eu ainda poderia fazer. Algo bem depressivo mesmo. Um momento muito doloroso.

Quando passamos por um momento ruim parece que a coisa não tem fim. A dor da alma é tanta que a gente só quer fugir dos problemas que nos atormentam. O tempo não passa. A gente quer resolver a situação mas é algo além do nosso alcance. Não está nas nossas mãos poder acelerar o tempo e passar logo pelas dificuldades.

Mas hoje, olhando tudo por outro ângulo sei que tudo o que eu passei teve um motivo, uma razão. Não um “por quê” e sim um “pra quê?”. Parece que eu amadureci uma vida em um mês. Evolui muito como ser humano e acho que se eu tivesse que passar novamente por tudo isso de novo, para me tornar em quem eu sou hoje, eu passaria.

O amadurecimento é um processo longo e difícil. Dolorido. Requer uma mudança interior muito grande. Requer passar por cima de tudo aquilo que a gente achava que era certo. Tomamos consciência de que não somos donos da verdade e julgamos menos as atitudes dos outros. Talvez eu, no lugar da pessoa, tivesse agido da mesma maneira. Afinal, é fácil falar de uma coisa sem vivenciá-la. 

Quem convive comigo percebe muito essa mudança. Sempre fui muito explosiva e impaciente. Hoje consigo me centrar mais. Antes eu me importava muito com a opinião dos outros. Hoje eu me preocupo 99% menos. Sei o que me convém e sei o que me faz feliz. Pra mim, a felicidade real é quando a gente consegue se aceitar e fazer o que gosta respeitando os outros e não se preocupando tanto com os julgamentos alheios, bem como aprendendo a julgar menos as atitudes alheias.

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