Consumerismo – o consumo consciente

Há três maneiras de adquirir coisas:

O consumo, que é quando compramos algo por necessidade, algo extremamente normal e grande parte das vezes, necessário.

O consumismo que é quando compramos sem precisar, apenas para satisfazer uma necessidade momentânea;

O consumerismo que é um tipo de atitude oposta ao consumismo e que se caracteriza por um consumo racional, controlado e responsável e que tem em conta as consequências econômicas, sociais, culturais e ambientais do próprio ato de consumir.

Nunca havia pesquisado a fundo esse conceito de consumerismo até que, na pós, apresentei ao professor orientador do meu artigo, o tema que eu tinha escolhido: a relação entre marketing e consumismo. Como estou vivendo um momento minimalista e estudo marketing, muitas vezes me peguei pensando se é correto da minha parte oferecer as pessoas algo que elas não “precisam”, afinal, uma das funções do marketing é trazer à tona nas pessoas, desejos que elas nem sabiam que tinham. Sei da importância do marketing para todas as marcas, afinal, é a maneira com que elas se mostram ao mercado. Só não acho correto fazer mau uso dessa ferramenta, ditando regras, por exemplo, de como as pessoas devem se vestir e o que devem ter.

O consumerismo, ao meu ver, é a maneira perfeita de consumo que nossa sociedade poderia ter. Assim, antes de comprar algo, cada pessoa levaria em conta aspectos como a sustentabilidade e os impactos sociais e ambientais causados pela produção e venda de determinado produto. Eu, particularmente, costumava comprar muito na China, afinal, as coisas lá são muito baratas e o Aliexpress tem parceria com o Brasil com frete grátis… Enfim, bastante tentador. Só que agora, repensando meus valores, não acho mais correto, visto que tenho ciência das condições desumanas de trabalho dos chineses e, se eles tem lucro vendendo coisas a um preço ínfimo, imagino o quão mal devam pagar os trabalhadores. Então, decidi valorizar mais a cultura local, por exemplo, comprando coisas artesanais ou coisas das quais eu saiba da procedência. O projeto “Compro de quem faz” prega exatamente isso. 

Seria um sonho ver todas as pessoas comprando de maneira consciente, preocupadas com a sociedade em geral antes de comprar um determinado produto. A ganância do homem talvez o impossibilite de ver isso enquanto é tempo de se reverter, principalmente, a situação de degradação ambiental. Nossos recursos naturais são finitos, todos sabem disso, mas o desejo de se ter mais é muito maior do que o desejo de viver em uma sociedade melhor, com uma melhor condição de vida em todos os aspectos.

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