As crises de ansiedade

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Já comentei inúmeras vezes aqui sobre os problemas que tive com as crises de pânico. Infelizmente depois de um ano as crises retomaram. Acredito que a perda da minha tia contribuiu muito, pois, por mais que a morte seja nossa única certeza, quando ela bate a nossa porta nos pega de surpresa, ainda mais como foi o caso aqui na nossa família, em que uma pessoa em perfeito estado de saúde se vai em um acidente de carro.

Sempre li muito sobre o assunto e conversei com outras pessoas que também tiveram problemas de ansiedade, pois acredito que compartilhar nossas experiências acaba se tornando uma forma de ajuda mútua. Ajudamos e somos ajudados a enxergar a situação através de ângulos diferentes.

Ano passado, quando tive as crises, comecei a tomar Sertralina, como indicação da minha endocrinologista. Tomei por cerca de 3 meses e como fui melhorando, a médica me orientou a ir retirando o remédio. Lembro de tomá-lo pelas últimas vezes em novembro. Não fiz nenhum acompanhamento psicológico, apenas comecei a cuidar mais de mim, a desenvolver mais a minha espiritualidade… E sentia que isso me ajudava de uma forma incrível. Tanto que lidei muito bem com a perda da minha tia (que era uma pessoa muito próxima), e me surpreendi com isso. Porém, uma semana depois tive uma crise dentro do ônibus. Quem tem sabe bem a situação terrível em que nos encontramos durante uma crise: angústia, taquicardia, medo, sensação de morte… É horrível.

Relutei em tentar controlar a situação, mas estava ficando insuportável. Todas as vezes que eu entrava no ônibus para ir ao trabalho já começava a ficar tensa com medo de ter uma crise. Logo, uma crise era desencadeada pelo medo que eu sentia de ter outra. Parece e é um pouco absurdo, mas quem vive isso sabe o quanto, infelizmente, essa situação nos foge de controle.

Fui viajar, tive outras crises de baixa intensidade, mas decidi voltar a procurar ajuda médica. Eu estava tomando um calmante natural mas não estava ajudando muito. Acabou que o médico me receitou dois outros remédios, um pra manhã e outro pra noite. Agora, na segunda semana, comecei a me sentir os efeitos dele. Felizmente estou melhor. Procurei também ajuda psicológica pois sei que a união de psicoterapia + remédios me ajudará muito nesse processo e espero que logo eu esteja bem e possa deixar os remédios de lado. Pelo que andei lendo, os médicos indicam que façamos uso desses remédios controlados por pelo menos seis meses e é o que pretendo fazer. Muitas vezes, quando nos sentimos melhor, acabamos parando com a medicação. Não podemos, por conta própria, retira-la pois nosso organismo sente.

As crises de ansiedade são um problema muito sério e acometem cada vez mais pessoas. No mundo agitado em que vivemos, na falta de diálogo que sabemos ser realidade de muitas pessoas, vamos colocando os problemas debaixo do tapete, deixando muita coisa “pra lá”… Um dia a bomba explode e somos nós que pagamos o preço, com a nossa saúde. Portanto, a importância de cuidar, além da nossa saúd física, da emocional.

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