Comprando para preencher um vazio

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Uma das questões que refleti imensamente sobre, no meu ano sem compra, foi da minha relação com o consumo. Não era o tipo de pessoa extremamente consumista e que se endivida, mas via meu dinheirinho escoar pelo ralo em compras absolutamente impulsivas. Eu via uma peça, gostava e comprava. Pronto. Não refletia em toda a questão por detrás do consumo, especialmente se eu realmente precisava daquilo ou se era uma maneira de satisfazer algo momentaneamente. Como se fosse uma droga que nos dá um prazer instantâneo.

No livro “Eu compro sim, mas a culpa é dos hormônios” – cuja leitura recomendo – o autor fala que nosso corpo busca o equilíbrio hormonal e que, se alguma substância se encontra deficiente (especialmente as que nos dão prazer), buscamos de maneira inconsciente esse reequilíbrio. Comprar é uma delas. Comprar é uma delícia, sejamos honestos. Quem não adora passear no shopping, experimentar uma roupa nova, um sapato, uma bolsa, e voltar pra casa com uma sacola? Realmente é muito gostoso. Porém, quando mudamos de consciência e pensamos na questão do consumo com um novo olhar, de tudo o que o envolve: criação, produção, custos, benefícios, nossa relação com ele muda completamente. 

Estou lendo um livro muito bacana, chamado “Jesus, o maior psicólogo que existiu” e nele um terapeuta trás para os dias de hoje as questões abordadas por Jesus há 2000 anos atrás. Num dos tópicos do livro, é abordado o tema “idolatria” e nele o autor fala que: a satisfação proveniente do uso de coisas materiais como substitutos não é duradoura. A dor das necessidades essenciais acaba reaparecendo, e por isso voltamos à solução mais fácil, apesar de descobrirmos aos poucos que ela não é suficiente. Passamos então a precisar de uma quantidade cada vez maior, embora algo dentro de nós saiba que não dela que realmente precisamos”.

Achei sensacional esse trecho que aborda um outro assunto no livro, mas cabe muito bem as compras ou a qualquer outro vício ou válvula de escape. A questão é muito mais profunda e precisamos perder o medo de adentrar o desconhecido que existe dentro de cada um de nós. Entender nossos sentimentos, entender porque nos comportamos de determinadas maneiras, é o primeiro passo para uma mudança que finalmente dará sentido a nossas vidas. Não devemos temer o desconhecido nem as mudanças que essa descoberta nos proporcionará. Só assim poderemos amadurecer e tornarmos a melhor versão de nós mesmos.

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