Coluna da Maiara: Recomendação de Leitura -A elegância do Ouriço

Hoje eu resolvi sair um pouco dos textos tradicionais para indicar um livro, que é sem dúvidas um dos meus favoritos.

A elegância do ouriço foi um livro sugerido por uma grande amiga, em dias em que eu estava me sentindo muito só, ela me disse que o livro podia ser uma ótima companhia. Acabei ganhando o livro de outro amigo e como foi dito, ele se tornou uma ótima companhia. Sabe aquele livro que você quer devorar em um dia, mas fica “economizando” para não acabar logo?

Este livro foi assim pra mim, me fez repensar algumas coisas sobre o mundo e principalmente sobre mim mesma.

Para quem se interessou, deixo a resenha da editora.

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou – por que não? – duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.

Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.

E ainda há Paloma, a caçula da família Josse. O pai é um figurão da política, a mãe dondoca tem doutorado em letras, a irmã mais velha jura que é filósofa, mas Paloma conhece bem demais o verso e o reverso da vida familiar para engolir a história oficial. Tanto que se impõe um desafio terrível: ou descobre algum sentido para a vida, ou comete suicídio (seguido de incêndio) no seu aniversário de treze anos. Enquanto a data não chega, mantém duas séries de anotações pessoais e filosóficas: os Pensamentos profundos e o Diário do movimento do mundo, crônicas de suas experiências íntimas e também da vida no prédio.

As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos

E  você? Tem algum livro que já foi um super amigo?

Aceito sugestões para novas leituras e possíveis livros amigos :)!

 

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