Presentes são recompensas?

Essa semana comecei a ler um livro incrível da Ana Beatriz Barbosa Silva, chamado “Mentes Consumistas – do Consumismo à Compulsão por Compras” e só tenho a dizer uma coisa: estou fascinada por cada linha que leio. Tanto que costumo trazer os livros que leio na minha bolsa, mas com esse preciso deixar em casa e ir fazendo as anotações pertinentes as reflexões que em mim são geradas.

Um dos pontos abordados é a questão de presentearmos aos outros e a nós mesmos como forma de recompensa: “trabalhei muito essa semana, então mereço um sapato novo”, ou, “ando ausente como pai/esposa/namorado, vou presentear quem eu amo como forma de suprir essa falta”. E gente, como isso está errado! O texto “O que significa um presente?” postado dia desses no site MILC é fantástico e fala sobre essa questão de forma magistral. E a conclusão que chego é que sim, existem diversas formas de demonstrar nosso carinho e afeto para conosco e para com quem nos é querido, que não seja através de um presente. Esse presente tornou-se uma convenção e nos apoderamos dela. Tanto que já perceberam o quanto ficamos “sem jeito” quando vamos a uma festa de aniversário, por exemplo, e não levamos presente?

Quer presente melhor do que nos fazermos presentes? É comum estarmos em uma conversa e milhares de outras coisas passarem em nossas cabeças e sequer prestarmos atenção no que a outra pessoa disse. Estar inteiro, ouvir, assimilar o que foi dito… doar o nosso bem MAIS PRECIOSO, o tempo, para alguém, sem sombra de dúvidas é o maior presente que podemos oferecer a alguém. Telefonar, mandar um e-mail, uma carta, convidar pra um café em casa… Tudo isso é forma de demonstrar carinho, dentre inúmeras outras opções.

Se estamos trabalhando demais e esquecemos de um tempo pra nós mesmos, aquele “mimo” que nos permitimos receber tem um efeito de curtíssima duração. Enquanto não tomarmos consciência e ESCOLHERMOS a vida que desejamos ter, continuaremos nos presenteando, como uma maneira de ocultar a questão real por detrás disso, que é a de que nos sacrificamos de mais por coisas que não são realmente importantes.

O texto de ontem aqui no blog fala sobre a questão da descoberta da nossa essência. Só conseguiremos ter esse encontro conosco mesmos se nos permitirmos fazê-lo. É uma escolha individual que cabe única e absolutamente a nós mesmos. E a nossa vida é curta, passa em um piscar de olhos! Vamos escolher fazer com que ela valha a pena. Que olhemos pra tudo o que vivemos e nos sintamos felizes pelo que fomos e pelo que compartilhamos com os outros.

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