Coluna da Maiara: Sobre a divindade das calçadas

( Obs: A coluna da Maiara está entrando no ar hoje pois ontem cheguei de viagem a noite! )

Calçada deve ser mesmo um lugar muito especial, metros que devem ser tombados patrimônio da humanidade ou espaço que merece o pagamento de uma taxa simbólica.

Todos os dias, em diversos bairros de muitas cidades brasileiras, a calçada, esse pedaço de concreto que pode ser simples ou decorado, passa por um verdadeiro ritual: não importa gênero, idade ou classe social, sempre tem alguém que faz exatamente a mesma coisa, idolatrando a bendita da calçada. Uma torneira é aberta, uma mangueira direcionada e litros e litros de água direcionados para lavar o que muitas vezes nem está sujo.

Banhar a calçada deve ser uma atividade prazerosa, pois não é possível notar pressa nenhuma ao fazê-la: tem gente que canta, tem gente que passeia, aquela fofoca gostosa com a vizinha, uma olhadinha na panela. Tudo enquanto a água continua a jorrar.

 Num país onde tem torneira que não pinga, onde o rio virou estrada seca, onde água chega pelo caminhão, calçada deve ser mesmo coisa divina para ganhar tanta atenção.

Este texto é uma ironia e um alerta para tanta gente que vejo todos os dias, desperdiçando água como se não houvesse amanhã. Conscientize-se, economize!

 

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