Minimalizar: um exercício diário

Depois que terminei o meu ano sem compras estou meio desorientada. Por mais que tenha passado a consumir de forma consciente, tenho me sentido bastante tentada a comprar Já comentei aqui que sou apaixonada por botas, e hoje, no Facebook, vi um anúncio de promoção da Dafiti: botas com até 70%. Entrei, vi uma que eu tava “namorando” com um desconto bastante tentador. Coloquei no carrinho, mas na hora de finalizar bateu uma dor na consciência. Por um lado, o verão é uma ótima época pra se comprar botas, uma vez que estão em promoção e esse ano estava tudo o olho da cara. Por outro, eu realmente tenho muitas botas e me peguei na dúvida sobre realmente precisar dela. Não preciso. Vou esperar mais. Se for pra ser minha me dou de presente de natal.

Minimalizar precisa ser um exercício diário em nossas vidas. Precisamos nos questionar todos os dias sobre quais são as nossas reais necessidades. Muitas vezes acabamos perdendo o controle da compra não apenas de objetos, mas também na alimentação. Me envergonho em dizer que várias vezes já deixamos perder alimentos lá em casa: o produto vencia, o legume/verdura/carne estragava… Minha mãe costumava fazer uma compra enorme e, felizmente, desde dezembro mudamos esse hábito e só compramos o item que está em falta. Estou também tentando diminuir o doce, já que sou apaixonada por chocolate e percebi que estava ingerindo açúcar demais nos últimos tempos. Estou tentando reduzir e uma forma de fazê-lo é não comprar. Se não tem, não como, pois sou daquelas que não consegue comer um bombom, tenho que comer a caixa inteira!

Dias depois da finalização desse meu ano sem compras, até que estava bem centrada em relação as compras. Fiz uma pequena lista com itens de vestuário que gostaria de adquirir, já risquei três deles, aproveitando as promoções de inverno (por isso a questão das botas no começo do texto), mas confesso que dei uma titubeada e já cogitei comprar várias coisas. Felizmente meu bom senso deu sinal e não fiz nada impulsivamente, algo que eu tinha muito costume em fazer em outros tempos.

Portanto, acredito que precisamos continuar lendo sobre o assunto, continuar questionando os motivos de querermos determinada coisa e não usar a desculpa de “é só um presentinho pela semana difícil que eu tive”. Precisamos parar de comprar uma coisa só porque ela é barata, ainda que não seja útil em nosso armário. Essa é a grande questão do consumo consciente. Não que deixaremos de consumir, isso é inevitável, mas comprando com responsabilidade, refletindo sobre a necessidade daquele item em nossas vidas, sobre os impactos da produção de descarte do mesmo, vamos realizando diariamente esse exercício de autoconhecimento que o minimalismo nos proporciona.

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