O mergulho dentro de si as descobertas não tão agradáveis

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“A sociedade pós moderna está carente (…). Pensar exige esforços e coragem de encarar complexidades que, muitas vezes, preferimos ignorar”. Do blog Obvious

Infelizmente essa constatação é real: vivemos em uma sociedade extremamente superficial que usa diversas coisas como: religião, trabalho, relacionamentos, festas, como fuga.  As pessoas parecem ter um medo tremendo de adentrar em si mesmas, afinal, cutucar as nossas feridas mais doloridas, repensar nos traumas vivenciados e nas experiências que nos machucaram não é fácil, mas necessário para o nosso amadurecimento. Ainda mais quando descobrimos pensamentos e sentimentos “ruins”. A inveja, o rancor, a ira, a maldade, o ciúme… Tudo isso existe dentro de nós e nos sentimos culpados quando tais sentimentos afloram em nós, pois não considerados “errados”. Será que são mesmo? Não seriam eles apenas opostos dos sentimentos denominados “bons”, o dualismo que existe em TUDO?

Sou humana e sei que esses sentimentos também são parte de mim. Tenho aprendido a senti-los, a deixá-los vir à tona, a experimentá-los e então, a refletir sobre eles. Que situações despertam tais sentimentos em mim? Quais são as reações físicas que esses sentimentos me trazem? Que pessoas despertam isso em mim? Que experiências são associadas a esses sentimentos?

Tudo o que nos acontece deveria ser motivo de reflexão. É a nossa natureza humana florescendo em nós, e não devemos nos sentir mal por isso. Confesso que sempre me sentia “errada” por me sentir com raiva ou com ciúme, mas preciso entender o porquê de determinada situação despertar em mim tais sentimentos. E não me envergonho disso! Reconhecer nossa pequenez é a maior das dádivas. É reconhecer que é necessário muito aprendizado e que a erudição, todos os diplomas e títulos conferidos não são nada se não conhecemos a nós mesmos. E tal conhecimento não tem fim! É processual, lento, doloroso, mas nos transforma de uma maneira fantástica, abre nossos olhos para enxergar a realidade do que somos e nos torna, sem sombra de dúvidas, pessoas melhores para nós mesmos.

Portanto, ao adentrarmos o universo existente em cada um de nós e ao nos depararmos com sentimentos não tão “bonitos” não devemos nos frustrar, mas compreender que há um oposto para tudo o que existe e que essa classificação de bom ou ruim é algo a ser repensado. Não existe uma regra a ser seguida, e essa é a grande libertação pela qual as pessoas precisam passar: libertar-se de padrões, libertar-se de regras que só nos afastam e adiam o encontro mais incrível que devemos realizar, o encontro de si mesmo.

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