Coluna do Mario: Leitura e Escrita – para além das palavras

Pessoal, uma das novidades que gostaria de trazer para o blog são novos colaboradores. A vida simples engloba diversos aspectos, e quis trazer outras perspectivas que possam agregar no nosso aprimoramento pessoal. O Mario é meu irmão, e irá colaborar com textos semanais. Ele estuda bastante sobre filosofia e pretende trazer algumas textos bastante reflexivos. Confiramos então, seu primeiro texto:

Leitura e Escrita – para além das palavras

Por mais paradoxal que possa parecer esse título, é possível fazer uma leitura sem ler palavras. O ato de ler é apenas uma das possibilidades que o termo leitura representa. A palavra leitura é originária do latim legere, que é o imperativo de lego, que quer dizer ajuntar, colher, escolher, eleger. Enfim, existem possibilidades de leituras para além da única a qual nos amarramos, que é ler um livro, ler algum conteúdo na internet.

Eu não tenho conhecimento de nada que escrevo sobre, porque escrever faz parte da reprodução de algo, que tanto pode estar em você, como no mundo ao seu redor (nas coisas mínimas), que permite que compartilhemos. A escrita é uma ação muito antiga do que hoje conhecemos por gravar. Gravar que por sua vez também tem origem no latim, sendo uma delas sinônimo de esculpir, cujo termo em latim quer dizer sculpere. Por sua vez a palavra esculpir quer dizer “imprimir, gravar, deixar marca.”*

Pois bem, o exercício da leitura está relacionado a uma escolha que só podemos fazer com liberdade de decisão e reconhecimento de possibilidades. A partir dessa escolha podemos esculpir nossas criações, deixando nossa marca.

Não sou fundamentalista, mas aqui vou alicerçar-me de uma parábola que permite uma reflexão interessante. Não lembro muito bem da história, por isso irei contá-la por alto. Mas procurem na internet, provavelmente deve ter essa parábola em algum lugar. Pois bem, lembro que alguém perguntava a Jesus como se consegue a vida eterna. Bom é perfeitamente normal ter essa curiosidade. Logo imaginamos um elixir, algo que ingerimos e que nos dá a imortalidade. Mas continuando, Jesus, para responder a esta questão tão polêmica, diz que irá contar uma parábola. Jesus então conta a história de um homem que havia sido espancado e deixado quase morto aos pés de uma montanha. Então, passa por lá um homem nobre, que seria como se fossem as pessoas muito ricas de hoje em dia. O nobre, que é nobre só no nome, vê o homem quase morto e não o ajuda. Depois de um tempo passa um sacerdote, figura que representaria hoje pessoas que ocupam posições significativas nas religiões, e que também passou sem ajudar. Por fim passou um samaritano, um camponês, que seria como o pobre de hoje em dia que trabalha para conseguir ter apenas o essencial para sobreviver. O samaritano leva o homem até um lugar onde ele possa ser curado, paga as despesas e diz que volta depois de uns para ver se ainda falta algum pagamento. E então Jesus encerra a palavra.

Minha observação dessa história é que sim, foram dadas a nós as pistas para a vida eterna e, olhem só, ela não é material, em carne e osso, pois isso é o que menos importa. Nós vivemos eternamente como exemplos. Nossos atos nos perpetuam à medida em que fazemos uma leitura, uma escolha entre possibilidades e, então, esculpimos nossos atos e pensamentos no infinito da existência.

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