Estar consciente

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Já perceberam como em alguns momentos da nossa vida tudo parece um “brejo”? Uma coisa desanda, dali a pouco mais coisas estão dando errado e no final das contas a gente fica meio que imobilizado, como em areia movediça, sem saber o que fazer nem que rumo tomar para sair da situação em que nos encontramos.

E já perceberam também que muitas vezes as coisas começam a entrar nos eixos? Tudo começa a fluir de uma forma meio que “assustadora” e, talvez por medo, a gente não consiga compreender que essa é a realidade natural do mundo e logo, por medo também, as situações denominadas “negativas” voltam a acontecer nas nossas vidas.

Gosto muito de refletir sobre essas questões. Na nossa essência não existe bom ou ruim, certo ou errado, mas nossa mente está ligada demais a determinados conceitos a que fomos submetidos durante toda uma vida, para compreender tudo isso. Logo, quebrar esses padrões de pensamentos se torna uma tarefa árdua, porém, absolutamente possível de ser realizada.

Quando estamos conscientes e inteiros naquilo que estamos fazendo, ainda que seja uma tarefa simples, é uma forma de retomar a conexão com o nosso Ser, a nossa essência, aquela que fica escondida debaixo do nosso ego. A questão é simples, mas estamos tão cegos que não conseguimos enxergar o quão obvia é. Quando focamos no “agora” percebemos que somos escravos tanto do nosso passado quando do nosso futuro e que, perdidos no meio de tudo isso, não aproveitamos o que de mais precioso temos: o AGORA!

Lendo “O poder do agora” percebo o quanto eu tenho mudado, o quanto tenho conseguido estar mais presente em vários dos meus afazeres. O legal é perceber que o fato de estar presente é também uma forma de meditar, afinal, meditar consiste em esvaziar a nossa mente, e concentrar em algo nos permite exatamente esse esvaziamento.

Vejo muito uma conexão entre o minimalismo e o fato de estar presente. Quando estamos aqui, agora, conseguimos nos desfazer de inúmeras tralhas. É interessante a forma como colocamos valor nas coisas e vamos nos apegando a elas: um presente que ganhamos de uma pessoa especial e no qual depositamos a lembrança, nossas roupas, nossa casa, nossos livros, esquecendo que são meros objetos. Também conseguimos também parar de acumular coisas pensando que serão úteis “algum dia”. Se não são úteis agora, não serão úteis nunca, visto que só o que temos é o agora. Se um dia, no “agora do futuro” elas forem úteis, devemos deixar para adquiri-las quando de fato forem necessárias.

Estar consciente gera um grande desapego do passado e do futuro. Dessa maneira conseguimos viver o nosso presente de forma mais plena e aproveitamos, de fato, cada instante. Atente-se à presença. Quando fizer algo, mergulhe e concentre-se nisso. Esteja inteiro no que quer que você faça e perceba o quanto nossa vida muda. Nos tornamos menos ansiosos e preocupados, a vida flui e fica mais leve e deixamos os fantasmas  que muito nos atormentam, no nosso passado.

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