Preciso de menos!

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Cada vez mais sinto uma enorme necessidade de ter menos coisas. Confesso que embora tenha feito uma bela limpa nas minhas roupas e demais objetos pessoais ainda sinto que tenho muita coisa. Sei que existe toda uma discussão sobre a questão do minimalismo e a quantidade de coisas que “devemos ter”, mas não falo disso, até porque, acredito que não devemos tomar nada como verdade absoluta. Precisamos assimilar as coisas e desenvolvê-las dentro de nós. Logo, acredito que devemos compreender a essência do minimalismo e aplica-la em nossas vidas de acordo com nossas particularidades.

Eu, Bruna, sinto que ainda tenho certo vínculo emocional com objetos. Mesmo tendo compreensão e sentindo dentro de mim uma necessidade de me libertar das coisas, ainda existe um fio que me prende a tudo o que já adquiri. Fico feliz pelo que já evolui a respeito disso, mas sinto que é uma caminhada sem fim, um exercício diário. E também compreendo que não preciso levar as coisas a ferro e fogo, mas deixa-las fluir, tomando seu curso natural.
Mas é inevitável que eu não reflita sobre essa questão da aquisição de coisas… Ontem vendi um saco de pancadas que comprei uma vez quando reinei que queria extravasar meu stress. Nem preciso dizer que dá pra contar nos dedos das mãos as vezes em que o usei. Foram quase 3 anos com um trambolho comprado de forma impensada, com um dinheiro que poderia ter sido muito melhor empregado e que ficou mais enchendo de poeira do que sendo usado.

Gosto muito de conversar com os outros sobre essas questões. Por tantas vezes fazemos compras desnecessárias, levados pelo calor do momento e sem refletir sobre a real necessidade dessa aquisição. A grande questão de conseguir diferenciar DESEJO de NECESSIDADE promove uma mudança incrível nas nossas vidas, melhora a nossa situação econômica (no âmbito de não nos endividarmos de forma desnecessária), nos faz refletir sobre a produção desenfreada que a nossa sociedade de consumo propaga e também nos faz repensar sobre a questão ambiental em que nos encontramos e sobre o impacto das nossas compras no planeta.

Sinto que preciso de menos, que viver com menos é mais gostoso, que dá menos trabalho e que me permite gastar mais tempo com o que realmente importante. O legal também de ter menos em todos os quesitos, é que realizando menos atividades e respeitando o nosso tempo e momento, nos percebemos muito mais felizes e fazendo mais do que gostamos. E o ócio é maravilhoso! Essa coisa que a sociedade industrial inventou de que precisamos ser sempre produtivos, que precisamos estar sempre ocupados nos transformou em meros instrumentos para um fim. Respeite-se. Diminua seu ritmo, aprenda a dizer não para aquilo que rouba seu tempo e te priva de prazeres simples. Dá pra ser feliz e MUITO, com menos.

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