Quando me perdi por aí

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Uma das coisas que mais consigo perceber em toda a minha mudança de vida é a questão de resgatar a minha essência. Sempre fui uma pessoa muito positiva, otimista, que gosta de ver o lado bom das coisas e das pessoas.Lembro que há cerca de 09 anos atrás eu era o tipo de pessoa que adora ajudaras outras a se encontrar, a lidar com os seus problemas. Sempre fui boa pra
ouvir os outros e já me peguei várias vezes pensando em cursar psicologia,
tanto que acabei prestando vestibular para o curso, mas como ganhei uma bolsa
em outro, optei pela segunda opção, até porque o custo de morar em outra cidade
+ a mensalidade da faculdade era algo que eu não poderia arcar.

No meio do caminho eu sinto que me perdi. Eu sempre fui uma
pessoa meio insegura, não das coisas que eu acredito, mas de como lidar com
tudo aquilo que era novo pra mim, do que os outros pensariam das coisas que eu
fazia… Enfim, acredito que era algo normal, uma vez que eu estava na
adolescência e nessa época a gente tende a ficar meio perdido frente a tanta informação
recebida. Não sabemos direito como nos portar, o que queremos ser… é tanta
coisa interessante e legal pra gente experimentar! Nesse período de nove anos,
realmente passei por muitas coisas. Algumas experiências me mostraram que por
mais que eu admirasse uma pessoa ou o estilo de vida que ela levava, não da pra
gente simplesmente “imitar” alguém achando que terá o mesmo resultado que ela. Pode
ser que isso até aconteça, mas sei lá, parece que imitando a gente perde a
nossa subjetividade e deixa de ser quem a gente é. Hoje compreendo que é
inevitável que nós tenhamos referências, mas que o importante mesmo é
adaptar as coisas para as nossas vidas e colocar em prática aquilo que condiz,
de fato, com a nossa realidade.

Acabei mudando algumas coisas achando que seriam legais e na
verdade essas coisas só fizeram com que eu me distanciasse da pessoa que eu sou
de verdade. Sou uma pessoa comunicativa, gosto de estar ao lado dos outros, mas
também aprendi que o silêncio é extremamente necessário, que é preciso pensar
mais antes de falar e que estar sozinho é ótimo! Descobri que amo a minha
companhia, aprendi a lidar melhor com as minhas insatisfações pessoais, a não
depositar tanta expectativa nos outros, a me amar exatamente como sou e a me
comparar menos com os outros. Tudo isso está me fazendo resgatar aquela Bruna
láaaaa de trás, que acredita nas pessoas, que é positiva. E isso é fantástico!

Quantos de nós não nos perdemos no meio caminho, no meio a
tantas informações e referências do que “devemos ser” e invertemos nossos
valores e princípios e de repente nos damos conta de que não sabemos o porquê
de estarmos aqui e o que queremos fazer da vida? MUITOS! Deixamos nos levar
pelo mar e esquecemos que cabe a nós segurar o leme e seguir na direção daquilo
que acreditamos. Precisamos compreender que vale muito mais a satisfação
pessoal do que ser bem sucedido financeiramente. Vale o que realmente importa pra nós, não o que a sociedade prega sobre felicidade a partir de conquistas materiais. Precisamos voltar o olhar pra dentro de nós e descobrir aquilo que
realmente dá sentindo as nossas vidas, para quando chegarmos lá na frente e
olharmos pra trás, possamos ter vivido de verdade.

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