Coluna da Maiara: Quem a gente gostaria de ser e quem a gente é de verdade

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Na última semana eucompletei 25 anos e como em todos os meus aniversários fiz uma reflexão sobre
mim mesma e percebi que a pessoa que sou é bem diferente da pessoa que eu
gostaria de ser quando eu tivesse essa idade.

Nós temos expectativas e idealizações sobre tudo e assim,
nos frustramos por tudo também, mas sem dúvidas, nenhuma frustração é mais
difícil quanto às que dizem respeito a nós mesmos, aos nossos planos, desejos e
sonhos.

Olhar para si mesmo e se enxergar diferente daquilo que
um dia se imaginou choca com a falta de controle que a vida oferece e nos
mostra que nem sempre as coisas sairão como gostaríamos. Como em tudo, nós
podemos olhar por diversos ângulos e perspectivas. No primeiro momento com
certeza o sentimento predominante é a frustração e a tristeza por não ter sido.
Entretanto, em seguida é possível iniciar um processo de descobertas sobre si
mesmo, sobre sua relação com o mundo e com os outros.

Perceber que nossa caminhada é feita não só de sonhos
realizados, mas também daqueles que deixamos para trás, que nem sempre foram
apenas conquistas, mas de consideráveis derrotas, que o saldo não foi só de
ganhos, mas inumeráveis perdas é se descobrir enquanto humano.

Quem você gostaria de ser e por quê?

Será
que essa pessoa pode ensinar para pessoa que você é hoje alguma coisa?

Dá pra levar alguma coisa da
pessoa desejada para pessoa real?

E quem você é hoje? Ainda gostaria de ser essa pessoa?

Das inúmeras possibilidades da
vida, você se concretizou nesta: de ser exatamente como é agora. De tudo que
poderia ter sido, você se tornou assim, desse jeito, fruto de uma história que
é só sua.

Quem eu queria ser pode ser uma
pessoa incrível, possuir coisas que eu não tenho e ser como não sou, mas, essa
pessoa não sou eu.  Com o tempo a gente
aprende que o que importa não é ser outro e sim uma versão cada vez melhor de
si mesmo, com todas as falhas, com todos os tropeços e seus consequentes tombos
e arranhões.

A gente pode ter muitos ideais,
mas o primeiro de todos sempre deveria ser se orgulhar e amar aquilo que a
gente é. É claro que nem sempre é tão fácil, às vezes é bem difícil deixar de
desejar aquilo que não temos e no final a grama do outro é sempre mais verde,
mesmo daquele outro que nem nunca existiu. Eu e você existimos e só isto já é o
suficiente para olharmos para quem somos com cuidado, carinho e amor.

No final da minha reflexão
percebi que não vale a pena me lamentar por não ser quem eu gostaria e que o
melhor é poder apreciar quem eu consigo ser. E que se por algum motivo apreciar
não for possível, basta tentar um novo e desconhecido caminho.

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