A nossa responsabilidade

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Assumir a responsabilidade sobre a nossa própria vida,decidir, realizar escolhas e não culpar os outros pelo que nos acontece é uma tarefa árdua, é  um exercício dolorido, pois nos tira da zona de conforto e por muitas vezes joga a realidade na nossa cara.

Culpamos muito os outros: nossos pais, o trabalho, os políticos, o tempo, mas na realidade é a nossa forma de reagir que faz com que
sintamos alegria ou tristeza perante uma determinada situação
. É claro que
existem situações que naturalmente despertam em nós determinados sentimentos,
mas na grande maioria das coisas fazemos “drama demais”, somos ingratos, não
percebemos que, na realidade, deveríamos lamentar de menos e agradecer de mais.
Somos egocêntricos e achamos que o mundo precisa girar em torno de nós. Eu reconheço:  ainda sou bastante egocêntrica, penso demais em mim mesma. E como é difícil
se desvincular de algo que já se encontra impregnado em nós por tantos anos!

Hoje li um texto fantástico do Osho, cuja transcrição segue abaixo:

“O que quero dizer com responsabilidade? Você não é responsável
por seus pais,  não é responsável por
qualquer Deus, não é responsável por qualquer padre – você é responsável pelo
seu Ser interior. Responsabilidade é liberdade! A responsabilidade é a ideia de
que eu tenho que tomar as rédeas da minha vida em minhas próprias mãos.  Eu devo tomar tudo em minhas próprias mãos e
começar a viver do jeito que as coisas surgirem pra mim.”

Somos responsáveis pela maneira como nos sentimos. Viver é um eterno aprendizado. Eu, Bruna, consigo aos poucos analisar uma situação separando as pessoas envolvidas e entendo que na realidade o fato de eu me decepcionar com algo nada mais é do
que minha responsabilidade
. São as minhas projeções e expectativas colocadas em
outra pessoa e ainda me dou o direito de cobrar algo, de querer satisfações,
quando na realidade a pessoa não tem culpa de nada, é tudo meu.

Nossa vida deve ser de nossa total e plena responsabilidade. Pessoas lamentam por dias, meses, anos,
décadas, passam a vida chafurdando em reclamações, sendo que se assumissem a
responsabilidade daquilo que fazem ou daquilo que acontece em seu caminho,
viriam a ser protagonistas, personagens ativas desse espetáculo que é viver.

Não é isso que queremos sentir quando chegarmos ao final da nossa vida. Não queremos chegar à conclusão de que se tivéssemos agido de forma diferente, se tivéssemos reconhecido nosso umbigocentrismo, se tivéssemos sigo um pouco mais ativos do que passivos, as coisas teriam sido diferentes. Não adiantará chorar pelo leite derramado. No momento em que compreendermos o nosso papel e a nossa responsabilidade ( não importa se com 20, 30 40 anos, o que importa é compreender), aí sim, viveremos o presente, o agora, e nos tornaremos os protagonistas de nossa caminhada terrena.

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