Coluna da Maiara: Deixar ir

 

Em
alguns momentos da vida coisas maravilhosas acontecem: um lugar, algo ou alguém
especial passam a dar um significado especial para acordar diariamente. Os dias
passam a ser mais coloridos, mais leves e divertidos.

Tudo vai bem até que você percebe
que aquilo, como todo o resto na vida, não é definitivo. O que fez tanto
sentido agora não tem mais sentido em ficar. O que fazer?

Apenas deixar ir.

Não existe nenhuma outra
possibilidade além daquela que se concretizou, as hipóteses não são reais e não
faz bem pensar nelas.

Apenas os mais sábios sabem dizer se
despedir sem sentir dor, sem o nó na garganta que impede de pedir para ficar. A
gente não sabe o que vai acontecer depois da partida e se depois de tanta chuva
o céu vai voltar a brilhar.

Não tem nenhuma receita mágica,
segredo ou conselho, mas existe um verbo que ajuda a enfrentar: confiar.
Confiar que não havia outro caminho, confiar que foi o melhor, confiar que
coisas melhores ainda virão.

Confiar na vida e em si mesmo.
Confiar que daqui algum tempo será possível olhar pra trás sem sofrimento, mas
com gratidão pelo que te fez ser quem é.

Deixar ir não significa covardia,
indica sabedoria em não prolongar a tristeza por aquilo que não pode, não deve
ou não quer ficar.

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