Peregrinação – uma grande experiência

Nessas férias o blog ficou bem desatualizado. Mas o intuito
era esse mesmo, de não ter essa responsabilidade de “ter que postar”, afinal,
acredito que o blog tenha que ser uma coisa sem pressão, algo leve, algo que me
motive e não uma obrigação. Nessas férias eu queria não fazer nada a maior
parte do tempo, e foi isso mesmo que fiz. Como é bom não fazer nada, não ter
que se preocupar com horários… Eu gosto muito disso e me questiono muito
sobre a forma como quero viver. Mas esse é outro assunto.

Já havia comentado com vocês que faria uma peregrinação de
três dias pelo Caminho da Fé. Na verdade, nosso grupo não fez todo o trajeto do
caminho, pois começamos em Borda da Mata, ao invés de Águas da Prata, o que
totaliza +-250km. Saímos sábado dia 18/04 e retornamos pra casa na segunda, dia
20/04.

Bom, a grande experiência que pude vivenciar nem foi a de
superação dos meus limites físicos. Esse caminho é muito difícil, trechos de
pura subida. Sabe quando você começa a avistar o final do morro e sente aquela
alegria enorme no coração? Pois bem, lá, quando a gente avistava o cume do
morro, em seguida via também uma curvinha que dava para mais uma subida. Quando
o pessoal comentou que era puxado, que tinha muito morro, eu jamais imagine que
tinha tanto morro assim, sem exageros. O
que eu mais aprendi foi especialmente a ter paciência.
Sempre fui uma
pessoa muito agitada, como comentei em inúmeros posts aqui, mas esses três dias
foram um intensivão da vida pra me ensinar a ser uma pessoa mais paciente.
Exercitei a paciência comigo, com os outros e com a situação em si, que era a
chegada as pousadas.

Confesso que o primeiro dia foi o dia mais difícil: sol
forte na cabeça, nosso grupo ficou muito dividido, com pessoas na frente,
outras no meio e outras atrás, o que dava uma certa aflição, pois ficava uma
pressão de termos de chegar pra acompanhar os outros (logo vocês veem em que
grupo fiquei! RS..) Quando decidi fazer essa viagem já estava ciente de que
seria difícil, de que o meu treinamento, embora eu sempre tenha praticado
atividade física, não seria o suficiente (pedalo há cerca de 4 meses), mas acho
que a questão psicológica conta em pelo menos 50% do preparo. O segundo dia foi
mais tranquilo porque decidi seguir meu ritmo, por mais que demorasse mais.
Tanto que o morro mais difícil, que tinha cerca de 12km e que levamos
aproximadamente 4:30 pra subir, com chuva, com a bicicleta cheia de barro,  a noite, não me deixou tão tensa porque eu
consegui por em prática o “poder do agora”. Resolvi não me preocupar com o
tempo que eu levaria pra chegar, tanto que chegamos à pousada cerca de 20:30h
da noite, com chuva, frio (nossa sorte é estar com farol). Que aprendizado! Até
agora ainda estou digerindo tudo o que foi vivido e experimentado.

Fazer uma peregrinação já era uma vontade minha e é algo que
recomendo a todos os que desejam uma viagem transformadora. Revi tanta coisa
minha… há tanto que preciso melhorar… E tive aquela certeza que já falei
aqui de que quanto mais a gente pensa que já melhorou, mais precisa melhorar. A
caminhada é longa e sem fim. Nunca estaremos prontos e que bom! Sempre é tempo
de rever, traçar uma nova rota. Mas fico feliz por ter tido a oportunidade de
reconhecer isso, reconhecer a minha pequenez. Sou pura gratidão à vida, apesar
de todos os pesares.

Nossa turma na saída da viagem

Nossa chegada na Basílica

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