Ciclo de negatividade: como lidar?

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No post dos links de sexta-feira comentei que estou imersa num ciclo de negatividade. Nessa semana muita coisa saiu fora do planejado, tive uma crise de choro E desespero. Sei que estou errada em querer abraçar certas coisas que são maiores do que a minha capacidade, mas quando se trata de causa animal, é mais forte do que eu. Enfim, estamos com uma situação problemática com uma cadela que é puro amor, mas deu 10 filhotes. Dois foram adotados, mas ainda tem 08 a espera de lar, abrigados num local complicado, sem água, o que gera mais transtorno pra limpeza… Além disso mais uns problemas burocráticos, que também estão além da minha força aconteceram. Minha cabeça anda fervilhando, não tenho conseguido meditar, nem relaxar, nem ter um sono revigorante.

Tá bom, mas e ai? O que fazer quando tudo de ruim acontece de uma vez e a gente vai ficando angustiado, se sentindo preso no meio de um turbilhão de pensamentos e emocionalmente desestabilizado? Acredito que vamos desenvolvendo esse “feeling”, então, eu pelo que vivenciei de ansiedade, negatividade e demais problemas, o primeiro passo é reconhecer que estamos nesse ciclo e estamos jogando lenha nessa fogueira. Por exemplo: uma coisa da errada, a gente reclama, reclama, reclama, e aí mais coisa ruim segue acontecendo justamente porque estamos focados no negativo. Muitas vezes esses problemas mentais culminam em problemas físicos: dores e doenças.

Ok, reconhecemos que estamos alimentando. E aí? Aí é a gente tentar se reconectar com o positivo, por mais louco que seja pensar que dá pra ser otimista no meio do caos. Eu gosto da ideia de ir reconhecendo as pequenas coisas boas que acontecem diariamente, afinal, por mais que tenhamos momentos ruins, também tem coisa boa acontecendo na nossa vida. Acredito que o exercício da gratidão é uma excelente forma de se reconectar com o nosso “ser”, que nos permite inúmeras coisas, dentre elas manter-nos calmos em situações de tensão.

Tudo isso é treinamento da nossa mente. Já tem um tempo que tenho focado nas coisas positivas, que venho fazendo esse exercício de gratidão, que tenho tentado ver o lado positivo até mesmo das coisas ruins que nos acontecem. E mesmo mantendo o treino tem dias que a coisa parece fugir do controle. Porém, saber é uma coisa, mas vivenciar e colocar em prática essa coisa que a gente “sabe” é muito mais complexo do que a gente pode imaginar.

Depois de reconhecer o fato de alimentar o ciclo de negatividade e de tentar se reconectar com o nosso SER, o lance é ter paciência. E como é difícil né? É complicado quando a gente quer muito resolver algo mas a coisa fica empacada… Então, sejamos pacientes! Coisas ruins não são necessariamente “ruins”, afinal, aprendemos muito mais na dor do que na alegria. Termino essa reflexão com uma outra reflexão que li na sexta-feira:

 

“E se você estiver exatamente onde você precisa estar agora, tendo exatamente a experiência que você precisa ter para o seu despertar?
E se você estiver enfrentando os desafios exatos que você precisa enfrentar, sentindo a dor exata, confusão ou incerteza que você precisa sentir? E se suas perguntas estão perfeitamente posicionadas, seus medos totalmente apropriados para este momento? E se até mesmo o seu tédio é coreografado com perfeição?
Sim, amanhã pode ser diferente.
Sim, você pode estar em outro lugar no futuro.
Sim, a mudança pode acontecer no tempo, e isso não é uma receita para a passividade.
Mas agora, você pode sentir a justeza deste momento?
A perfeição no lugar aparentemente imperfeito que você se encontra agora?
Você pode ver a inteligência na forma como as circunstâncias surgem para perfeitamente pressionar seus botões, para fazê-lo reagir e sofrer de tal maneira que você foi forçado a olhar para o que é real?
Você pode ver como até mesmo a sua dúvida, descrença, desilusão, mesmo a resistência que você sente, podem ser de fato a experiência perfeita para você agora?
Que não é um erro o fato de você está lendo estas palavras, e concordando ou discordando com elas, gostando delas ou rejeitando-as?
É possível que a vida nunca possa dar errado, que até mesmo a aparência de ‘vida vai mal’ é totalmente vida…e que mesmo em nossa aparente fragilidade, nunca são menos do que o todo?
É este o momento perfeito?” (Jeff Foster)

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