TAG: Como me tornei minimalista?

Fui marcada pela Andreia do blog Nada de Compras numa TAG bem bacana sobre minimalismo. Como já comentei algumas vezes, iniciei essa jornada em 2013… Mas vamos as perguntas pra poder partilhar a minha experiência:

1. Primeiro, como resolvi me tornar “minimalista”?

 

R: Bom, em julho de 2013 tive uma crise de síndrome do pânico. A sensação é de morte iminente… e questionando essa possibilidade de morrer, comecei a repensar a forma como estava vivendo. Estava vivendo uma vida muito na superfície. Então, lendo o blog da Talita e a experiência dela, resolvi ficar um ano sem comprar nada (concluí esse ano sem compras em 16/08/2014). Também uma pessoa que eu seguia no twitter comentou sobre pesquisar sobre o minimalismo e cá estou, tentando por “a casa em ordem”. Sobre o minimalismo eu gosto muito da ideia de compreender a essência desse estilo de vida e aplicá-la a nossa vida, em quais áreas acreditarmos ser necessário. Não curto muito a ideia de regras, como “ter uma quantidade x de objetos e roupas”, porque acredito que cada pessoa é diferente da outra, tem outras necessidades, outras realidades. Portanto, capto a ideia de uma vida com o “essencial” e aplico na minha experiência.

2. Porque senti necessidade de mudar minha vida?

 

R: Precisei mudar. A vida meio que vai “encurralando” a gente e chega uma hora que não dá mais pra adiar certas tomadas de decisão. Quando cogitei a hipótese de morrer e analisei a forma como estava vivendo, percebi que essa era uma nova chance que a vida estava me dando para uma existência com propósitos… E cá estou!

3. Por onde comecei?

 

R: Iniciei com a ideia de ficar um ano sem comprar nada. Iniciei em 16/08/2013 e, com uma alegria imensa, consegui cumprir esse ano. Não comprei essa ideia achando que seria fácil, mas sabe, quando a gente muda MESMO nossa concepção das coisas as mudanças são implementadas de uma maneira muito mais fácil do que vocês imaginam. Se eu morresse naquele dia, naquele ano, minha existência aqui na terra teria sido de alguma valia? Porque eu acredito que a nossa passagem aqui não é por acaso: precisamos evoluir e contribuir para a evolução de todas as pessoas com as quais convivemos de alguma maneira. E essa mudança é continua. Estamos em um eterno processo de aprimoramento. SEMPRE, enquanto estivermos vivos, temos a chance de ser pessoas melhores.

4. Quanto tempo levou até que percebi a mudança de hábito?

 

R: Dizem que pra uma mudança ser real ela precisa ser praticada por 21 dias até que se torne um hábito. Mas ao mesmo tempo que gosto dessa ideia, também acredito que mudança é uma decisão. Se você decidiu uma coisa, é porque já tinha pensando e analisando essa hipótese por um certo tempo… Decidi que ficaria um ano sem comprar e que viveria uma vida com menos coisas (sejam elas tralhas físicas ou emocionais) e é isso o que tenho tentado fazer. A mídia o tempo todo nos diz o que devemos ter, o que devemos ser. Mas quando se tem um propósito é mais fácil lidar com toda essa “tentação” publicitária que nos incentiva a comprar e nos diz que o que importa é TER.

5. Você implementou outras mudanças em sua vida?

 

R: Além de reduzir o consumo de uma maneira geral, comecei a pensar no impacto que tudo o que eu faço tem no planeta. Sempre fui preocupada com questões ambientais, e, mais do que nunca tenho refletido sobre não só a compra mas o impacto da produção dos produtos que eu consumo;

– Me tornei vegetariana no dia em que terminei o meu ano sem compras. Sempre fui apaixonada por animais e concluí que não fazia sentido o especismo: porque amo uns e exploro outros?

– Passei a ler MUITO sobre espiritualidade… Esse é um assunto que me fascina de uma forma que não tenho palavras. Acredito que nenhuma leitura chega até nós por acaso e dou muita atenção aos sinais que a vida coloca no meu caminho;

– Me conecto cada vez mais com a natureza. Pedalar me proporciona isso: conhecer lugares maravilhosos, gerando um impacto muito pequeno. Amo fazer caminhadas, trilhas e quero muito voltar a acampar.

– Acreditar no bem. Esse ano, três livros me marcaram muito: O “Portas abertas”, da Aline Cambell, “O homem sem grana”, de Mark Boyle e “O poder do Agora”, de Eckhart Tolle. Os dois primeiros falam da possibilidade de fazer muitas coisas sem dinheiro e sobre acreditar nas pessoas, afinal existe muita bondade em cada um, que por vezes fica escondida pelo ego. E é claro, o poder do agora que me permitiu melhorar minha saúde mental. Desde que li o livro não tive mais crises de pânico, pois aprendi a estar totalmente presente no AGORA.

6. Por fim, de todo esse processo, o que foi mais importante para você?

 

Tudo! Tudo pelo que passei contribuiu para me tornar uma pessoa melhor pra mim e para os outros. Hoje não reclamo de toda a dificuldade que passei com as crises de pânico: isso foi a melhor coisa que poderia acontecer, pois me permitiu uma mudança fantástica, uma viagem sem volta. Não tem como voltar a ser a pessoa que eu era e nem quero isso! Quero ser uma pessoa melhor, todos os dias, pra mim e para o mundo!

Indico:

A Camile, do Blog Camile Carvalho

A Stephanie, do Desassossegada

A Mari, do Frugalidades

Cristal, do Um Ano Sem Lixo

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