Sobre trabalho e dinheiro

Mais uma reflexão, dentre muitas, gerada pelo livro “O homem sem grana” (leiam também, pessoal): trabalho e dinheiro. Desde que reduzi a minha jornada de trabalho e, consequentemente, meu salário, muita coisa está mudando. Já tinha ficado meu ano sem comprar nada, já tinha refletido sobre meu modo de consumo, sobre as marcas das quais adquiro produtos, sobre como reduzir num âmbito geral e agora tem sido uma excelente oportunidade de colocar tudo isso em prática.

Parece que a coisa de “viver com menos” está se enraizando na minha vivência… Estou realmente me desapegando de muitas coisas, de ideias, de bens materiais e tem sido uma transição muito interessante. Esse livro está sendo peça chave nessa transição, pois me mostra que ainda que eu pense que já fiz tudo (dentro das minhas possibilidades) em relação ao minimalismo, existem infinitas outras a serem testadas na minha vida.

Tenho pensado muito sobre sobre o nosso condicionamento em relação a trabalho e dinheiro. Das 24 horas que temos, trabalhamos 08 ou mais, sem contar o tempo que passamos nos locomovendo para o trabalho. Acabamos comprando coisas como uma maneira de compensação por essa falta de tempo pra fazer coisas das quais realmente gostamos. Vira um ciclo de trabalho > compensação > mais trabalho pra pagar as “compensações” e por aí vai.

A jornada de aprender a viver apenas com o suficiente é longa. É preciso desapegar-se diariamente de ideias que estão enraizadas na nossa mente. Há muito condicionamento envolvido, por isso, o processo é lento. O dinheiro é uma ferramenta maravilhosa, nos permite realizar muitas coisas legais, mas não pode ser o centro da nossa vida. Mais do que nunca diversas pessoas estão tomando consciência de que é absolutamente possível uma vida com pouco, em que não sacrifiquemos grande parte da nossa vida vendendo nosso bem mais precioso (nosso tempo) pra comprar coisas que, muitas vezes, não precisamos e nem queremos (lembrando que muito do que a gente quer talvez nem seja aquilo que a gente REALMENTE quer, porque existe um certo “modelo” a ser seguido).

Tenho pensado muito sobre um trabalho com propósito, que além de me permitir trocar meu tempo por dinheiro, tenha um significado não só pra mim mas para os outros também. Aí fico matutando isso, tentando descobrir a minha vocação, o meu propósito, porque não quero ser a única beneficiada na história. Quero fazer algo que também possa refletir de uma forma positiva pra outras pessoas. Sei que na hora certa essa “dúvida” se esclarecerá e abro o meu coração pra receber essa resposta/chamado. Que assim seja!

Pra finalizar, partilho esses dois textos que são MUITO inspiradores, do Alex Castro: Prisão Trabalho e Prisão Dinheiro

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