O que tenho aprendido sobre consumo nos bazares

Sempre gostei de
bazar/brechó. Nem é pela coisa de ter uma peça “exclusiva” em
tempos de produção em massa e de milhares de peças iguais, mas por
poder encontrar roupas em ótimo estado de conservação por um preço
bacana e justo.

Minha casa tem um bazar. Nosso grupo de protetores de animais criou a ideia de fazer um
bazar para arrecadar dinheiro para as despesas veterinárias dos cães
que resgatamos nas ruas. Recebemos doações de várias pessoas e
aceitamos tudo pra depois filtrar o que tem saída pra gente e o que
pode ser encaminhado pra outros bazares. E, gente, é MUITA COISAS.
MESMO. Tem peças com etiquetas, peças em perfeito estado.
Estimulados pela mídia a ter sempre coisas novas sem questionar
sobre nossa real necessidade de adquirir isso, as pessoas compram,
não usam, acumulam e doam. Por um lado é ótimo, claro. Não nego
que nos beneficiamos muito desse tipo de coisa, mas com uma montanha
de sacos, sacolas e caixas aqui eu comecei a pensar sobre o fim que
as peças que não tem venda vão levar: provavelmente em algum
aterro sanitário.

(Caixas que foram encaminhadas para outro bazar)

Antes de escrever
exatamente sobre essa experiência dos bazares, já tinha dado uma
pesquisada bem superficial no google a respeito de descarte e
reciclagem de tecido. É possível reciclar tecido sim, mas é algo
pequeno aqui no Brasil. O reuso de tecidos acaba sendo realizado
através de artesanato, que é uma coisa muito bacana. A ideia
reaproveitar de qualquer maneira (O Re-Roupa é uma forma fantástica
de dar um novo destino para aquela peça que tá parada no nosso
guarda-roupa) é fantástica.

É preciso
questionar as nossas compras: há muitos recursos empregados em todos
os processos desde a plantação do algodão até a roupa chegar no
nosso armário. Tudo isso tem impacto em quem produz, em quem
fabrica, em quem consome e no meio ambiente. Quando as pessoas dizem
que vão “jogar fora” esquecem que não existe fora. O lixo
descartado continua aqui no nosso planeta por muito mais tempo do que
nós. Então, vale a pena a gente analisar nossas necessidades.
Pensando coletivamente, começamos a abrir nossos olhos para muitas
coisas que antes não faziam a menor diferença mas que hoje sabemos
que fazem e MUITO.

Ainda gosto demais
da ideia de comprar de segunda-mão. Há muita coisa legal, além de
ser útil pra todo mundo, mas a verdade seja dita: consumimos demais!

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