Quando a gente começa a não mais se encaixar nos moldes da sociedade

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Ontem a caminho do trabalho fiquei pensando sobre essa questão de não mais me encaixar em inúmeros moldes da sociedade sobre trabalho, religião, dinheiro, tempo. Ainda refleti que essa situação é como uma roupa: ela nos veste bem por um tempo, dias, meses, anos, mas chega um momento que o sapato começa a apertar, a roupa parece não mais vestir bem como antes e nesse momento começamos a desconstruir as nossas ideias a respeito da nossa vida: Quem eu sou? De onde vim? Pra onde vou?

Confesso que me sinto privilegiada em vários aspectos. Não me sinto melhor do que ninguém, mas fico satisfeita por, desde 2013 me permitir mergulhar em mim mesma, num processo de autoconhecimento, cheio de dor, angústia, medo, porém, repleto de descobertas que me transformaram profundamente.

Sobre trabalho: há tempos que vinha pensando na forma como eu estava trabalhando: passando o dia inteiro num escritório, dedicando 09 horas do meu dia pra isso, saindo de casa cedo e chegando em casa a noite. Por isso, quando a nossa jornada de trabalho foi reduzida, fiquei numa felicidade só pois seria a chance de colocar em prática duas coisas que há tempos eu queria: ter mais tempo e viver com menos dinheiro.

Sobre religião: fui criada numa família católica e por anos segui os rituais por ela (igreja) pregados (vejam bem que não estou criticando nada, apenas dizendo que EU não estou mais me encaixando nesse modelo), mas há algum tempo fui reformulando coisas aqui dentro de mim. Eu realmente acredito nisso ou é porque fui condicionada a acreditar? Alguns livros, leituras, tem reformulado a minha forma de enxergar as coisas, indo mais pro lado da espiritualidade do que da religião em si. Me sinto bastante satisfeita com isso, independente de qual seja o resultado. Acho importante a gente questionar, ler, sentir. Tudo isso corrobora pra que assumamos uma posição que seja realmente nossa.

Sobre dinheiro: livros como “O homem sem grana” e “Portas abertas”, da Aline Campbell tem me mostrado um mundo de possibilidades com zero dinheiro. Dá trabalho, claro que dá, mas é absolutamente possível. Não sei se EU viveria uma vida totalmente sem interferência monetária, mas sem dúvidas estou disposta a viver uma vida com o mínimo de interferência em relação ao dinheiro. O dinheiro é uma ferramenta fantástica e não curto a ideia de radicalismo, mas quero muito tornar a minha vida o mais simples possível, pra que eu não dependa tanto de dinheiro, no sentido de sacrificar meu tempo pra poder ter mais e mais grana, pra comprar coisas que não preciso para mostrar para os outros que eu tenho isso/aquilo. Dinheiro oferece possibilidades, mas é preciso refletir como devemos manipulá-lo.

Sobre tempo: Ah, nosso recurso não-renovável! Tenho pensado muito sobre como utilizar meu tempo da melhor maneira possível. E não penso só em fazer isso pra mim, mas quero ser útil de alguma forma para os outros também. Não estamos sozinhos e acredito que sempre é possível ajudar, de alguma maneira. Então, meu objetivo é: trabalhar para me sustentar, para o que eu REALMENTE preciso e usar o restante do tempo para ajudar as pessoas/o planeta de alguma forma. O trabalho voluntário com os cães já é um começo, mas penso em também estender isso para humanos de alguma maneira. Ainda não sei como, mas tô deixando a vida me guiar.

Já falei aqui no blog que, depois de anos e anos idealizando coisas, pensando em como fazer e acreditando muito pouco na minha capacidade, hoje estou aberta e disposta a fazer, a colocar a mão na massa pra ajudar de alguma maneira a tornar o mundo um lugar melhor não só pra mim, mas pra todos nós, afinal, somos todos um!

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