A saga de Christopher McCandless

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Poucos são os que não conhecem a história de Chris
McCandless
, ou “Alexander Supertramp”, do filme/livro “Na natureza Selvagem”. Após
se graduar na faculdade, e depois de viver em constante atrito com os pais,
Chris decide abandonar tudo para seguir uma jornada de autoconhecimento rumo ao
Alasca (a história é longa e indico que assistam ou o filme, ou leiam o livro,
pois o que quer que eu escreva aqui é pouco pra descrever sua personalidade e
toda a história que envolve sua busca).

A primeira vez que assisti a esse filme foi em 2011. Ainda
não tinha passado pelas minhas crises existenciais, pelos questionamentos,
pelas transformações…  Há pouco tempo
li o livro e continuo assistindo ao filme diversas vezes. Sem dúvidas está se
tornando o meu predileto. E cada vez que o assisto consigo ver algo novo,
captar uma nova mensagem… Consigo ver os mesmos anseios também em mim.

Todos nós que estamos nesse processo de autoconhecimento
somos também como ele: buscamos exteriormente como um reflexo da nossa busca
interior. Sentimo-nos desajustados, não conseguimos nos encaixar nos moldes que
a sociedade nos diz serem os “aceitáveis”. Questionamos os “porquês”. Desejamos
sair da superfície da vida mundana e aprofundar na imensidão do universo tanto
externo quanto interno.

Quão destemido foi Chris em abrir mão de tudo o que tinha
para mergulhar em si, pra desbravar os lugares, pra se permitir conhecer
pessoas, tocá-las e por elas ser tocado, viver da terra, viver consigo mesmo! E nós, também o somos? Ainda que não caiamos no mundo,
será que somos capazes de enfrentar as dificuldades que é a viagem para dentro
de nós mesmos? Enfrentar nossos medos, a solidão, a dependência em suas mais
variadas formas? Será que conseguimos desapegar das pessoas, do dinheiro, das
posses, do conforto? Será que nos questionamos sobre as regras sob as quais
vivemos? Será que precisamos de tudo? Estamos dispostos a enfrentar as mais
adversas situações a fim de descobrirmo-nos ou para lutar por aquilo que
acreditamos?

Sei que de alguma maneira eu também sou Chris. Há algo de Alexander Supertramp em todos nós. Uns com mais ousadia pra cair no mundo, outros com menos, mas lá no fundo, debaixo de todas as nossas máscaras, há vida pulsando, desejosa de se descobrir.

Mergulhemos!

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