Quando eu resolvi abraçar quem eu sou

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Esses dias li um trecho do livro “11 dias de Despertar” do Gustavo Tanaka em que ele conseguiu exprimir muito do que eu penso/sinto: “É o sentimento que milhões de pessoas tem, de não saber o que querem, mas saber que não é isso que estão fazendo”. Eu me senti assim em 2013 e continuei me sentindo até agora. Minha crise de pânico foi um gatilho pra me fazer mudar de frequência vibracional, pra me fazer questionar minha forma de viver. A sensação que eu tinha é que eu não mais me encaixava em mim, tipo aquele livro do Franz Kafka: “A metamorfose”. Tudo parecia não fazer mais sentido.

As coisas tinham mudado mas eu não conseguia aceitar a mudança. Ficava relutando, tentando fazer as coisas voltarem a ser confortáveis como antigamente, mas não tinha mais jeito. Não tinha como voltar atrás. E por um bom tempo segui com essa não-aceitação, com essa briga interna, até que comecei a prestar atenção nas mensagens que o universo me trazia: textos, sites, blogs, pessoas e livros que expressavam exatamente como eu me sentia naquele momento. E comecei a tomar tudo isso como uma direção para ver onde ia me levar.

Um livro que mexeu muito com a minha forma de ver as coisas foi “O poder do Agora”, de Eckhart Tolle. O engraçado é que eu tinha visto esse livro em algum site, achei interessante, gostei do tema e ganhei de uma amiga em 2013, mas só fui lê-lo em 2015. Esse livro e alguns outros mencionavam a questão da aceitação e inclusive já falei sobre ela em outras reflexões: aceitar não é ser simplesmente passivo, mas compreender que NADA chega até nós por acaso, seja isso bom ou ruim. O problema é que o medo e a nossa mente racional nos dominam de tal maneira que não compreendemos que coisas boas e ruins não são opostos, mas complementos. Só que não foi isso que foi ensinado pra gente: aprendemos que as coisas tem que estar sempre boas e que se algo ruim acontece precisamos fazer o possível pra melhorar o mais rápido possível.

Estar em uma situação “ruim” mexe muito com a gente por que não conseguimos aceitá-la. Ficamos nos perguntando “mas por quê eu tenho que passar por isso?” ou “o que eu fiz pra merecer essa situação?”  e não conseguimos enxergar o propósito que isso tem pra nossa vida. Geralmente situações “ruins” nos ensinam de uma forma muito mais profunda do que as “boas”. E a gente não compreende que essas situações denominadas “ruins” são as mudanças necessárias pra nossa evolução, tipo quando a gente precisava matar o “chefão” pra mudar de fase no Super Mario. É difícil mas se a gente não enfrenta a gente não pode passar para o próximo nível.

Aceitar quem a gente é é um processo dolorido: requer mexer em feridas, que escarafunchemos umas memórias doídas e que mergulhemos num lado “sombrio” da gente, aquele tipo de coisa não costumamos mostrar que sentimos: inveja, raiva, orgulho, avareza e por aí vai. Reconhecer as nossas “fraquezas” (por que a gente não sabe ainda que na verdade esse lado sombrio é um complemento baseado no nosso ego) é complexo porque a gente não quer sentir essas coisas “ruins”, então, não aceitamos que somos assim e não conseguimos integrar esses sentimentos para, finalmente mudar de fase/nível/vibração.

Só quando aceitamos que somos de uma determinada maneira, fica mais fácil:v amos nos livrando da obrigação de ser como os outros acham que devemos ser, aceitamos a situação em que nos encontramos no momento, seja ela “boa” ou “ruim” (geralmente é “ruim”! Rs.) e paramos de culpar os outros pelo que nos acontece. A responsabilidade é nossa de nos sentirmos assim e nem nos damos conta disso. Culpamos o governo, nossos pais, nosso chefe, nosso companheiro(a) quando na verdade é tudo nosso. E aceitando esse lado sombrio a gente consegue nosso principal objetivo: a integração. A aceitação TOTAL de quem somos. E aí, depois disso, tudo fica mais fácil e mais leve! Conseguimos compreender que as coisas boas e ruins que vemos nos outros são um espelho de nós mesmos e, dessa forma, vamos trabalhando o que consideramos “ruim” em nós. Quando aceitamos nosso lado “B”, somamos ele com o nosso lado “A” e temos o lado “C”. Ninguém é só bom e ninguém é só ruim. Vamos aprendendo a nos equilibrar e nossa vida se torna muito mais harmônica.

Não dizem que a gente não muda ninguém além de nós mesmos? Pois é assim: quando mudamos a nossa vibração, quem está à nossa volta também sente isso e vamos espalhando essa energia. Conseguimos, finalmente, “ser a mudança que queremos ver no mundo”, como disse Gandhi. Tudo muda quando a gente muda e isso é fantástico, mas requer esforço e dedicação. Mergulhe em si mesmo; não se compare com os outros; inspire-se, mas trilhe seu próprio caminho; aprenda coisas e coloque-as em prática tendo como referência as suas necessidades. Implemente pequenas mudanças, tenha coragem, peça ajuda. Conecte-se a essa energia e permita se transformar. Abra o coração e as pessoas e situações de que você precisa aparecerão como mágica no seu caminho. Abra-se para aprender e esteja atento a tudo e a todos, pois tudo o que chega até você é por alguma razão!

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