Passe adiante: a corrente do bem

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No livro “O homem sem grana”, Mark Boyle comenta sobre ter assistido ao filme “Pay it Forward” (A corrente do bem, em português) e sobre como o filme tinha uma proposta muito legal sobre generosidade espontânea. Assisti ao filme há um mês e pouco e me encantei!

A história é sobre um professor que propõe aos seus alunos que eles criem uma maneira de ajudar o mundo. Dentre as ideias, a de Trevor é uma das mais interessantes: fazer uma boa ação para três pessoas e cada uma dessas pessoas faria para mais três, e assim sucessivamente. O filme gira em torno do garoto tentando fazer boas ações e até onde essas boas ações chegam. É interessantíssimo e recomendo demais que vocês assistam.

Achei fantástica essa ideia. Algo tão simples e aparentemente “pequeno” mas que é absolutamente fácil de ser implementado e de espalhado. Talvez nós, adultos, tenhamos nossa mente cheia de pré-conceitos e acreditemos que esse tipo de coisa não funciona porque as pessoas não continuariam a passar adiante as gentilezas. Infelizmente a grande maioria das pessoas não pensa em ajudar ou fazer uma boa ação simplesmente por fazer, sem esperar nada em troca. Porém, quando somos crianças e não estamos contaminados por certa “malícia” comum aos adultos, acreditamos em algo e colocamos tanta energia nisso que as coisas mais “absurdas” são super capazes de acontecer. As crianças acreditam e fazem, não pensam muito. Acho que o nosso problema é exatamente esse: racionalizar demais, colocar muitos empecilhos e agir de menos.

Gostaria de propor pra vocês esse mesmo exercício: fazer três boas ações por três pessoas e pedir a elas que simplesmente passem isso adiante: que ajudem mais três pessoas e por aí vai.A gente não precisa contar pra ninguém que fez isso, pois a energia empregada nessas ações conta muito mais. Só precisamos fazer. E isso é válido pra qualquer coisa que vá ajudar outras pessoas sem que pensemos em receber algo em troca.

Vamos crescendo e perdendo a fé nas pessoas. São tantas notícias ruins que vamos nos contaminando de negatividade e perdemos o ânimo e a esperança de que as coisas possam melhorar. Porém, tudo depende de nós: basta que façamos nossa parte. Poder ajudar sem desejar recompensa é um dos maiores sinais de compaixão e amor ao próximo. Ajudar simplesmente por estar ao nosso alcance e por saber que esse gesto poderá ser útil para alguém é o verdadeiro amor incondicional: não é preciso uma condição (retorno/reciprocidade) para que amemos.

No início pode parecer difícil pois poderemos estar enferrujados no exercício da generosidade, mas só é preciso começar para que nos contagiemos com essa boa energia e levemos essa mensagem para mais pessoas, espalhando positividade. E mais: poder ajudar alguém de qualquer maneira que for, faz mais bem pra gente do que pra pessoa que ajudamos. Nos reconecta com o amor que existe em nós, que é a nossa verdadeira essência. Somos amor, só nos perdemos no meio do caminho.

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