Post do leitor: Gabriela Gnoatto

Postei lá na Fan Page que gostaria muito que quem lê a página participasse também do blog, partilhando a sua experiência nessa mudança de vida rumo à simplicidade. Como somos todos diferentes, o que poderia ser melhor do que cada um contar um pouquinho de como foi adaptar a essência do minimalismo à sua rotina diária? E dividindo nossas experiências espalhamos a mensagem e inspiramos mais pessoas! A Gabriela é uma leitora super querida, que sempre participa das publicações que acontecem lá no Facebook. Vamos ao relato dela?

 

“Fui uma adolescente consumista. Afinal era única filha, neta, sobrinha e não me preocupava com o dinheiro, simplesmente pedia e pronto! Estava na mão.
Roupas, calçados, objetos, e meu quarto mais cheio, mais sufocante. Sempre queria mais, porque não tinha o que vestir, calçar e queria estar sempre na moda, até porque é o esperado na sociedade. 

Eu era pressionada a estar bem vestida, porque isso demonstraria o quanto me valorizava como pessoa, e mesmo sem dinheiro e infeliz, aceitava a situação para ser aceita. No visual, era pressionada a cortar o cabelo, a me maquiar, afinal isso seria a obrigação da mulher. E eu estava cada vez mais infeliz !

Virando para 2014, minha vida começou a mudar. Comecei a ler sobre o minimalismo e a simplicidade voluntária e quanto mais eu lia, mais nascia em mim uma vontade de mudar de vida. Comecei devagar: fiz uma limpa nas minhas roupas e comprei peças mais simples e versáteis, afinal o que adianta um guarda roupas cheio e sem harmonia? Deixei de seguir as “modas” da estação porque não adianta, até porque no ano seguinte uma nova enxurrada de informações ditaria a tendência do ano. No visual isso foi mais libertador: de cabelos repicados e cheios de química com a intenção de agradar, hoje tenho um longo cabelo castanho natural que me enche de felicidade.

Na questão emocional também promovi uma reforma interna, me livrando de mágoas desnecessárias, me concentrando em me conhecer mais e me questionando quais são as minhas reais necessidades na vida e hoje vejo o quanto é boa essa vida, onde não precisamos de 80% daquilo que imaginamos.

Se hoje digo que encontrei paz, é porque hoje não vivo com ansiedade em “ter” mas o que importa hoje é “ser” porque é isso que levaremos dessa vida. Hoje vivo sem me preocupar em tendências de moda e consumo e hoje só quero é momentos felizes, e felicidade hoje na minha concepção não se resume apenas em shoppings, baladas e bares, mas hoje uma simples caneca de café e um bom livro me aquecem o coração e me fazem sentir mais viva que nunca!”

Gabriela Gnoatto. 24 anos. Porto Alegre

 

Amei o relato da Gabriela. É tão fantástico ver que cada vez mais pessoas estão empenhadas em mergulhar em si mesmas, se conhecer e ver que não precisam de tudo o que é pregado por aí. Que assim como ela, mais e mais pessoas tenham a oportunidade de se conhecer, de se descobrir e de valorizar as coisas que realmente importam!

Se você quiser participar  envie um e-mail para: umavidamaissimples@gmail.com contando a sua experiência no caminho rumo à uma vida mais simples e com mais propósito.

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