A vida não é só sobre dinheiro

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Um e-mail que recebi me fez refletir sobre a relação entre dinheiro e trabalho e um comentário feito na fan page também me permitiu refletir sobre essa questão. Que precisamos de dinheiro é um fato. Ainda que escolhamos viver uma vida com menor interferência monetária, viver absolutamente sem dinheiro é algo difícil (mas possível) e esse nem é o ponto em que quero chegar. Também não critico o dinheiro e nem acho que deva fazê-lo, pois o dinheiro que recebo me permite realizar muitas coisas. O que critico é a importância exagerada que a maioria das pessoas dá a ele e o fato de colocarem-no com a principal prioridade da vida.

Nisso, ligo a questão do nosso propósito. Acredito que descobrir a nossa missão, aquilo que estamos aqui pra fazer não apenas por nós, mas pelas pessoas, deva ser o que move o nosso coração e as nossas escolhas. Mas compreendo também os pormenores, as dificuldades e as situações adversas que  muitas vezes nos impedem de encontrar o nosso caminho, aquilo que nos fará plenamente realizados.

Por muito tempo que achei que precisava da aprovação do mundo e que, pra isso, eu precisava mostrar que era bem sucedida (leia-se “bem sucedida” como a definição amplamente disseminada: tem carro, casa, um trabalho que me permita ganhar um bom salário que banque viagens, bons restaurantes e o status que é tanto difundido nas nossas redes sociais). Achei que pra me sentir incluída em precisava ter o que todos tem, ainda que isso não fosse o que eu realmente queria. Na verdade eu nunca soube muito bem o que eu queria e demorei pra compreender (e continuo na busca). Aí vem a vida veio me mostrar que não era bem assim e com a sutileza de um elefante chegou colocando no chão todas as minhas certezas e planos. Sabe, a vida nos dá muitos toques, alguns empurrões e vários tombos pra ver se a gente entende a mensagem, mas muitas vezes damos de ombros e fingimos que não é com a gente que ela está falando. E aí, o que acontece quando não aprendemos uma lição? Ela se repete… e se repete por várias vezes, de maneiras diferentes, até que finalmente, não tendo mais escolhas, a gente decide escutar o que ela quer nos dizer. Nesse momento em que silenciamos a nossa mente e escutamos o nosso coração, passamos a compreender melhor o sentido da nossa existência, o que viemos fazer aqui e como podemos contribuir para uma sociedade melhor. Vejamos: se a gente faz o que ama, nossa energia melhora, temos mais amor. Com mais amor a gente dificilmente vai ser grosseiro com alguém por impaciência, contagiando os outros com energia positiva. E assim a gente transforma os outros e o mundo.

Pude finalmente compreender que as escolhas pautadas no nosso propósito de vida fazem com que o que a gente precise chegue até nós de alguma maneira. É claro que temos sonhos e é maravilhoso realizá-los (e pra isso precisamos de dinheiro), mas quando seguimos o nosso coração o nosso dinheiro parece se multiplicar. Digo, ainda que não tenhamos muito, parece que o dinheiro rende de uma forma mágica. Nossa vida é breve, passa num piscar de olhos. Não viva 11 meses esperando por 1 mês de férias pra aproveitar e fazer o que tanto gosta. Siga o seu coração, busque o seu propósito e não tenha medo de tentar. A vida é muito maior do que só viver em função de algo que possa te trazer dinheiro ou qualquer benefício material.

 

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4 comentários sobre “A vida não é só sobre dinheiro

  1. Stephanie Gomes disse:

    Bru, eu ando pensando bastante a respeito desse assunto, principalmente porque acho que algumas crenças minhas sobre dinheiro (que é “feio” desejar ter dinheiro) têm me impedido de ter uma vida financeira mais tranquila e aliar minha carreira com a missão que quero desempenhar.

    Cheguei à conclusão de que posso sim querer dinheiro. Mas eu não quero dinheiro por dinheiro, nem dinheiro a qualquer custo. Eu quero prosperidade. E prosperidade, pra mim, é ter dinheiro para ter uma vida tranquila, poder ganhar dinheiro fazendo aquilo que amo e que condiz com a missão que eu quero desempenhar. Prosperidade é ter saúde, paz, bons relacionamentos e, assim, poder usufruir do dinheiro com alegria. Eu quero ter uma vida financeira boa porque com dinheiro eu compro viagens, livros, cursos, passeios, um plano de saúde que me deixe tranquila, uma casa que eu ame morar… mas só essas coisas eu concordo que não bastam. Por isso eu quero sim dinheiro, mas também quero aquilo que o dinheiro não pode comprar. Pra mim, isso é prosperidade, e é isso o que desejo para a minha vida.

    Acho que dinheiro se torna algo ruim quando sua busca ou a sua finalidade é de dominação, agressividade, competição, superioridade… mas quando o dinheiro é buscado e usado em prol de ter uma vida mais facilitada e mais feliz, acho que é um excelente recurso que gostaria que todos pudessem ter acesso.

    Vou escrever um post sobre isso lá no blog e ainda tô refletindo sobre o assunto para explicar melhor, mas aproveitei seu post pra fazer uma pequena reflexão:)

    Beijos!

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    • Bruna disse:

      Oi Stephanie! Obrigada pela sua visita! Exatamente, não condeno o dinheiro porque ele permite muitas coisas, mas infelizmente o dinheiro pelo dinheiro faz com que as pessoas gastem suas vidas nessa busca incessante e vivem infelizes. Acho que a gente não precisa de muito, só daquilo que nos permite realizar nossos sonhos, sem grandes ambições! Vou ficar de olho pra conferir teu post! Beijão!

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  2. Rosana disse:

    Bruna,
    Muito bom seu post.

    “Aí vem a vida veio me mostrar que não era bem assim e com a sutileza de um elefante chegou colocando no chão todas as minhas certezas e planos.”
    O legal disso tudo é que você aceitou tudo isso de forma madura, não negou que essas certezas construídas durante anos precisavam ser desconstruídas.

    O dinheiro é importante, nos proporciona liberdades que não temos sem ele. Eu por, exemplo, como você sabe, se tivesse dinheiro, já teria mudado de casa há muito tempo, teria qualidade de vida nesse sentido. Mas quando o dinheiro torna-se um fim e não um meio, aí está o problema. Ele é para ser usado, com sabedoria e equilíbrio.
    Tem gente que fala que não pode passar vontade. Infelizmente meu pai é assim. E tem “se aperfeiçoado” nesse sentido a cada dia.
    Acho que esse é um bom exemplo de desperdício de dinheiro e falta de paciência, o que acaba afetando outras áreas da vida também, pois a falta de paciência pode levar também à falta de resiliência e outros problemas.

    Abraços,

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    • Bruna disse:

      Exatamente, Rosana! O ponto principal é aceitar a necessidade da mudança, mas sair da zona de conforto é ruim, dói, então as pessoas não querem passar por isso! Todo mundo só quer o bônus, só a alegria e o prazer, mas esquecem da necessidade da dor e do quanto ela nos ensina! Perfeita sua reflexão sobre o dinheiro, também penso assim! Ele tem que ser um meio, não um fim!
      Beijos!

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