Carência

frases_de_carencia

Num dos meus insights dessa jornada espiritual, ficou muito claro pra mim que um dos maiores problemas que eu tenho e acredito que algumas pessoas também devam ter, é a carência. E a coisa começa lá na infância, quando qualquer coisa ameaça o nosso “reinado”: qualquer coisa/pessoa que tire a atenção dos nossos pais da gente já desperta essa sensação de nós e, para retomarmos o centro das atenções fazemos birra, por exemplo. Queremos por que queremos, naquela hora, do nosso jeito. Infelizmente nossa criação é bastante egoística… Acho que são poucos os pais (pelo menos vejo pelas pessoas da minha geração) que estimulam as crianças a dividir, partilhar, a ter um senso de coletividade desde pequenos. (mas isso é assunto pra outro post…)

E essa carência/falta de atenção segue nos acompanhando nas demais fases das nossas vidas: na adolescência, na juventude e, finalmente quando nos tornamos adultos. Hoje consigo enxergar que minha maneira de agir em inúmeras situações era pura carência, o medo de ser substituída por outra pessoa, o medo de perder o meu lugar… Nisso eu compreendi que eu PRECISO aprender a partilhar e dividir e, “rebobinando” a minha vida, vi que sempre tive um sério problema com isso (mas reconhecer e aceitar esse “defeito” é o primeiro passo pra nos transformar, né?)

A crise pela qual passei me libertou de muitas coisas: do julgamento alheio, do medo de não ser aceita por quem eu sou, mas principalmente, de me comparar com os outros. E vejo uma conexão imensa das nossas carências com a comparação com os outros, e, consequentemente o sentimento de não pertencimento ou inferioridade.

Por muitos anos eu me senti menos do que os outros. Nunca acreditei que eu pudesse ser capaz de realizar certas coisas, que eu poderia chegar onde cheguei… enfim, eu sempre duvidei da minha capacidade… Talvez isso tenha alguma conexão com a minha família, pois minha mãe tem essa mania de achar que é menos que os outros por não ter coisas. E não, hoje vejo que não sou nem menor, nem maior do que ninguém. Sou apenas diferente. E depois que aceitei isso e que parei de me comparar com os outros, vocês não tem ideia do quão melhor a minha vida se tornou.

Devemos sim, ter nossas referências, mas precisamos compreender que cada pessoa é de um jeito, que cada um tem uma história, experiências e vivências diferentes. Sempre que nos sentirmos incapazes, inferiores, amedrontados, devemos olhar pra nossa vida, pra tudo o que conquistamos (e isso não tem que ser bem material). Maturidade, sabedoria, humildade, compaixão… esses são as melhores “conquistas” que podemos obter. A vida é uma grande escola e precisamos ter a humildade de reconhecer que somos e seremos eternos alunos.

Pra finalizar deixo esse vídeo do Gustavo Tanaka que tem tudo a ver com o texto.

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