Pare de se comparar: cada um tem sua própria jornada

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Comparações: tá aí um assunto que vira e mexe me vem na cabeça. É inevitável não se comparar com os outros, afinal, há inúmeras pessoas que são uma grande fonte de inspiração pra gente nos mais variados setores: espiritualidade, vida simples, esportes, comunicação, artes… E é maravilhoso ter tantas pessoas que despertam em nós um desejo de mudança e de nos tornar melhores. O problema é quando a gente acha que precisa basicamente “viver a vida” dessa pessoa pra ser feliz.

Falo sobre isso com conhecimento de causa pois já fiz esse tipo de coisa: peguei uma fonte de inspiração e achei que deveria fazer exatamente o que ela faz, ignorando nossas realidades completamente diferentes. Isso só me frustrou e levou um certo tempo pra eu poder compreender que eu precisava me inspirar, não copiar a pessoa.

Foi aí que tive um insight libertador e percebi que não tem como a gente ser igual a ninguém, que estamos sempre vivendo realidades diferentes, ainda que sejam parecidas. E que o ideal é aplicar algo na nossa realidade pra fazer se a coisa funciona: se der certo, beleza, se não der, a gente tem que fazer as adaptações necessárias pra que funcione ou então, devemos abandonar a ideia e buscar algo que seja mais condizente com o que a gente vive.

Quando nos comparamos com os outros tendemos a supervalorizar o que eles são ou tem e a desvalorizar o que somos e temos. Sabe aquela história de que a grama do vizinho é sempre mais verde? Pois é…

Isso é tão óbvio mas demorei tanto pra compreender… Que por mais que eu admire imensamente uma pessoa ou o modo de vida que ela leva, talvez fazer a mesma coisa que ela não seja exatamente o que eu precise (na maioria das vezes não é). Que é muito legal encontrar pessoas para me inspirar, mas que preciso estar disposta a andar com meus próprios pés, a trilhar meu próprio caminho, assumindo a responsabilidade de toda e qualquer escolha que eu decidir tomar. É muito legal aprender com os erros dos outros, sem precisar sofrer suas consequências, mas melhor ainda e aprender com os nossos próprios… Só assim a gente tatua o aprendizado na alma e nunca mais esquece.

“A vida não é encontrar a si mesmo. A vida é criar a si mesmo.” (George Bernard Shaw)

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8 comentários sobre “Pare de se comparar: cada um tem sua própria jornada

  1. Will Rosa disse:

    Ótimo texto.

    Me identifiquei muito com essa parte “Que por mais que eu admire imensamente uma pessoa ou o modo de vida que ela leva, talvez fazer a mesma coisa que ela não seja exatamente o que eu precise (na maioria das vezes não é).” Muito verdade…

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    • Bruna disse:

      Oi Will! Obrigada pela sua visita! Com muito custo aprendi que precisamos trilhar nossos proprios caminhos e assumir a responsabilidades sobre nossas escolhas! Seja sempre bem vindo!

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  2. Rosana disse:

    Bruna,

    Comparações… desde cedo cresci com isso, ouvia que os outros eram melhores do que eu. E é muito difícil reverter essa situação. Tenho conseguido, mas com muito esforço, pois as memórias sempre voltam.

    Cada um tem uma cosmovisão própria. E vendo por esse lado, qualquer comparação torna-se sem sentido, pois a vivência, a história de vida, a história familiar, os gostos, afinidades, atitudes, oportunidades, desafios, problemas, enfim, são únicos.

    “Isso é tão óbvio mas demorei tanto pra compreender… Que por mais que eu admire imensamente uma pessoa ou o modo de vida que ela leva, talvez fazer a mesma coisa que ela não seja exatamente o que eu precise (na maioria das vezes não é). ”
    Gostei dessa frase.
    Eu também demorei a compreender. A admiração deve ser focalizada no sentido de melhorarmos e não de nos sentirmos pior.

    Boa semana!

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  3. Sem forma disse:

    Essa ideia de se comparar com os outros está tão presente na cultura humana que nem sequer percebemos o porque nos sentimos tão tristes, deprimidos e cheios de ódio, quando vemos que as coisas dão errado. A cultura de se comparar com os outros, faz as pessoas se martirizarem, se odiarem, por não terem conseguido alcançado o padrão de vida que a sociedade considera como ”vencedor”.

    O ideal é perceber que eu vivo minha propria realidade, com minhas dificuldades, minhas limitações, e não há ninguem que seja igual a mim e que viva a mesma dificuldade que eu vivo. Vejo tantos babacas aí, pseudo filosofos atuais falando asneiras como ”geração de covardes”, mas e se a pessoa é covarde qual o problema? Esses pseudo filosofos não sentem o medo da pessoa covarde. Quem taxa outra pessoa de covarde não conhece as limitações da pessoa covarde. Não sente seus medos, suas limitações, suas dores, seu sofrimento, suas paranoias. Só eu sei o quanto sou limitado, só eu sei o quanto de medo eu sinto. Se sou impotente em relação à vida, impotente pra me defender de agressões, é porque eu tenho minhas limitações, vivo meu proprio karma. A cultura estupida de querer inventar padrões como ”vencedor x perdedor” ”macho alfa x macho beta”. Eu estou me tornando muito mais sabio em relação a isso. Só hoje fiz essa reflexão. As loucuras que vivi eu não deveria me martirizar por isso, devo aceitar, só eu sei o que vivi, só eu sei o que busquei, só eu vivo minha realidade.

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    • Bruna disse:

      Concordo plenamente com voce. Infelizmente nesse tempo de redes sociais e de felicidade postada a todo instante, acaba sendo inevitavel não se comparar com os outros, pensar no que a gente fez de errado pra nao conseguir certas coisas.

      Eu acho muito foda essa questão “motivacional” que na real tem um papel totalmente contrário. Sério, essas palestras de motivação que são dadas em empresas pra funcionários é pra acabar com a gente. Detesto! Assim como as palestras dadas pra “empreeendedores” de marketing multinivel que na real só querem mais pessoas vendendo… Enfim, minha opinião.

      Tambem concordo que cada pessa é unica. Como comprar josé e alfredo se são pessoas diferentes? Como julgar que uma pessoa é fracassada por falta de “garra e determinação” quando não sabemos as condições que ela vive? Só a gente sabe onde aperta nosso calo, ne?

      Obrigada pela visita e comentário!

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