Tempos de mudanças

É perceptível que estamos passando por um período de transição. Nossos valores, nossa percepção, nossas experiências, a forma de viver… Tudo isso vem passando por transformações que mudaram e mudarão completamente a maneira como vemos o mundo e nos relacionamos com as pessoas.

Estamos despertando de um transe consumista que nos foi enfiado goela abaixo. A desculpa para o consumismo é que a economia precisa crescer constantemente, sem que seja questionada a maneira como utiliza os recursos naturais, além, é claro, o capital humano. As pessoas passam pelo menos um terço do dia trabalhando, por cerca de 30 anos ou mais, pensando me curtir a vida depois da aposentadoria. Esquecem que muitas vezes acabam sacrificando a vida e quando chega o momento tão esperado, não tem saúde para, realmente, aproveitar. Precisamos de dinheiro sim, mas precisamos mudar nossa forma de relacionar com o dinheiro e, felizmente, está havendo uma grande mudança nesse aspecto.

13718515_1052405414815114_3592839587531993482_n.jpg

As pessoas estão percebendo que a vida não deve ser pautada, exclusivamente na busca pelo dinheiro. Que ele é necessário sim, e nos permite experiências fantásticas, mas que não deve ser a prioridade da nossa existência. Através do minimalismo, que tem como proposta o foco no essencial (e o que é essencial pra mim é diferente do que é essencial pra você. Logo, devemos aplicar sua essência de acordo com a nossa realidade), as pessoas estão deixando de lado o supérfluo e buscando uma vida com menos bens materiais e mais propósito. É a economia tradicional dando lugar para a economia colaborativa, pautada na partilha e na experiência além da posse do bem ou serviço.

A fim de encontrar o nosso propósito de vida, atividades como meditação e yoga tem sido cada vez mais procuradas, pois nos permitem uma conexão maior com a nossa essência, com Deus, com o universo, a fim de encontrar as respostas para os dilemas existenciais. Estamos procurando viver uma vida com mais significado do que apenas o acúmulo de bens e o status social. As pessoas estão descobrindo que a felicidade está nas experiências, nos momentos partilhados com as pessoas queridas, no contato com a natureza, e não na posse de coisas.

O número de vegetarianos e veganos cresce exponencialmente. Esse estilo de vida que está pautado no respeito pelos animais também leva as pessoas a ter uma alimentação mais natural que só traz melhorias tanto para nossa saúde quanto para o meio ambiente. As pessoas querem plantar seu próprio alimento, querem saber a procedência daquilo que consomem, querem saber o impacto que a produção de um determinado alimento produz sobre o planeta. E além disso, o vegetarianismo e o veganismo tem uma forte relação com a espiritualidade, fazendo com que as pessoas se tornem mais compassivas com todas as formas de vida.

É maravilhoso participar desse momento de mudança planetária, de busca de autoconhecimento, de vivências com mais propósito, valorização de experiências acima de coisas materiais e dessa nova maneira de nos relacionar com o dinheiro. Vamos compreendendo que tudo está interligado (especialmente a economia, alimentação, espiritualidade). Dessa forma, passamos a buscar não apenas o bem estar individual, mas o coletivo. Compreendemos que, de fato somos todos um e que o que fazemos para os outros (seja isso bom ou ruim) sempre encontra um jeito de voltar pra nós. Logo, o que temos feito pelos outros? Coisas boas ou coisas ruins? Atente-se ao que está recebendo, pois é a melhor maneira de compreender o que está dando

bce58b2301deea9f1be31e7b90a36e13

Anúncios

4 comentários sobre “Tempos de mudanças

  1. Marcela Coelho disse:

    Excelente texto! Também estou percebendo essa mudança, Bruna. É animador ver que muitas pessoas estão se empenhando em deixar o nosso planeta melhor. Eu, como espírita, acredito muito nessa evolução, afinal, é para onde todos nos encaminhamos, mesmo que com teimosia às vezes. Creio que os bebês que estão nascendo de uns dez anos para cá, já são muito mais evoluídos e estão prontos para agarrar esse mundão com muito amor e trabalho. Você já viu o documentário “Os escafandristas”? Lembrei dele com o seu texto. É muito bom. Aqui o link: https://www.youtube.com/watch?v=9TrRMya1eTg.

    Beijo e obrigada pelo post! 😉

    Curtir

    • Bruna disse:

      Oi Marcela, tudo bem? Obrigada pela visita! É fantástico poder perceber isso né? E melhor ainda é ser parte desse movimento de mudança! Sim, leio sobre crianças índigo e cristal (li um livro ha pouco tempo) e está sendo lindo demais ver tudo isso!

      Ah, obrigada por me mandar o link do documentário! 🙂 Vou ver! Obrigada!

      Curtir

  2. Rosana disse:

    Bruna,

    Felizmente as novas gerações estão percebendo a frustração gerada pelo consumismo em excesso, a não satisfação de suas expectativas nesse sentido. E também veem seus pais, que trabalharam muito, agora velhos, mas que não aproveitaram a vida de verdade (sempre com responsabilidade). E agora, a situação se complicou ainda mais com a provável aposentadoria somente aos 65 anos. Acredito que tudo isso junto quebrará paradigmas e possibilitará a criação de uma sociedade melhor e menos consumista.

    Gostei da última frase: a vida é um eco. Preciso mudar minhas emissões urgentemente! rsrsrsrs

    Quero compartilhar 2 links com você. Não tem relação com o assunto, mas tenho certeza de que gostará dos videos:
    http://redevida.com.br/programa/vida-melhor/variedades/conheca-linguagem-do-corpo-parte-1.html
    http://redevida.com.br/programa/vida-melhor/variedades/conheca-linguagem-do-corpo-parte-2.html

    Abraços,

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s