Tá ok não estar bem.

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Tem épocas em que tudo flui bem, né? As coisas funcionam, os planos seguem o caminho que a gente imaginava, as pessoas colaboram, é tudo lindo. Mas não sei o que é que acontece que de uma hora pra outra o trem desanda e tudo começa a sair dos eixos. É uma avalanche, parece que vem tudo de uma vez.

Mas faz parte. E entender que essas fases também são necessárias é uma tarefa árdua pra gente, afinal, fomos ensinados de que tudo tem que estar bem o tempo inteiro. Mas como, se a nossa vida não é só a gente? Se sofremos interferências de tudo o que está ao nosso redor e não temos controle de tudo? Tá aí uma coisa que a gente precisa desapegar: do controle e de achar que precisamos ser feliz o tempo inteiro.

Na realidade essa concepção de felicidade foram “enfiadas” na nossa goela com os contos de fadas e os ‘felizes para sempre’. Essa ideia de que ser feliz é ter tudo bom o tempo todo não faz sentido. Quando era mais nova, pensava que tudo poderia ser só bom, mas como nós poderíamos ter a concepção de “bom” se não tivesse o “ruim” pra comparar? Eu coloco entre parenteses porque não vejo o “ruim” como algo negativo, mas sim, como oposto e parte necessária para o equilíbrio que a gente tanto busca: luz e sombra, dia e noite, frio e quente, yin e yang… são opostos e são complementos.

Eu tô passando por uns períodos assim, em que as coisas não fluem da maneira que eu esperava, em que me sinto perdida sem saber que rumo trilhar, em que sinto sem forças pra fazer as coisas. Por isso não tô nem conseguindo sentar pra escrever aqui. Mas entendo que isso também é parte: há épocas mais agitadas e há épocas mais tranquilas, e essa tranquilidade ajuda a equilibrar, a me voltar pra dentro, a me conhecer melhor. E isso é bom. Mesmo parecendo algo “ruim”, é bom. É uma excelente oportunidade de me aprimorar, de analisar a forma como vivo, como reajo às situações as quais sou exposta, às pessoas, de refletir sobre o que tenho feito, sobre onde desejo chegar…

Então, tá ok quando não tá “bem”. Não se sinta culpada por não estar bem o tempo inteiro. NINGUÉM é feliz o tempo inteiro. 

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8 comentários sobre “Tá ok não estar bem.

  1. Clarissa Kowalski disse:

    Não crie expectativas em relação a nada. O segredo é ser feliz independente da situação externa. felicidade é uma escolha interna. Não tem nada a ver com o que ocorre fora da gente….

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    • Bruna disse:

      Clarissa, realmente é assim, mas e pra gente aprender isso depois de ter essa questão de ser feliz o tempo todo altamente enraizada na gente? É super possível desaprender, mas ainda assim sofremos.

      Beijão!

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    • Bruna disse:

      Rosana, querida. Infelizmente crescemos com essa obrigação e ela é reforçada todas as vezes que vemos um mundo cor de rosa paralelo nas redes sociais!
      A tristeza é linda, é parte da nossa caminhada tão essencial quanto a alegria!

      beijão!

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  2. Thalyta Souza disse:

    Olá, Bruna!
    Seu texto falou direto comigo hoje…quando não estou bem, além do fato em si, fico pra lá e pra cá carregando uma culpa do tipo: tanta gente sem ter o que comer, sem ter um teto pra dormir, sem ter alguém pra amar e ser amado e eu aqui me dando o luxo de “não estar bem”, mesmo tendo tudo isso!
    Hoje, eu vou me dar o direito de não estar bem depois de ler seu texto, acolher esse momento, porque inevitavelmente novos ventos soprarão, coisas acontecerão e eu estarei mais forte!
    Gratidão _/\_

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    • Bruna disse:

      Oi Thalyta! Obrigada pela sua visita! Acho que todo mundo, independente do grau dos problemas que vivem, tem o direito de não ficar bem! Faz parte.
      É importante aceitar que não estar bem faz parte da nossa jornada e que não há nada de errado nisso! Infelizmente nos ensinaram que a vida precisa ser só mil maravilhas, mas isso é impossivel, visto que muitas ações de outras pessoas interferem no nosso bem estar! Não temos controle de tudo! E seria chato se tivessemos.

      Obrigada mesmo por passar por aqui!
      beijão!

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  3. marianaguedes disse:

    Bru, bem a vibe de um texto que escrevi outro dia também…

    É bizarro como a gente se exige e exige da vida o tempo todo uma “perfeição” que não existe… Essas reflexões são MUITO importantes! Obrigada pelo texto!

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    • Bruna disse:

      Sim, Mari! Bem nessa vibe! Acho que a internet faz muito isso com a gente, principalmente quando vemos tantas vidas “perfeitas” enquanto a nossa tá um brejo!

      beijão, minha querida! Obrigada pela visita!

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