Mudanças e o mar

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Mudança é uma palavra que sempre gera desconforto, afinal, estamos bem, estamos confortáveis, acostumados com o ritmo da vida e aí eis que se faz necessário mudar, sair dessa zona confortável em que nos encontramos e caminhar rumo ao desconhecido. Mudar traz consigo diversos sentimentos: medo, insegurança, dúvidas, falta de coragem. “tá bom do jeito que tá”, “assim tá fácil”. Mas como dizem por aí: se fosse “fácil” não era a vida.

Fazendo uma analogia, vejo que mudar é como se a gente entrasse no mar.

Na orla, na areia, vislumbramos a imensidão do mar e isso nos causa certo receio. O que será que tem no mar, nas águas profundas? Quantas vidas habitam esse imenso aglomerado de água? Não sabemos! E o desconhecido nos assusta.

Então resolvemos entrar na água. Dependendo do dia, o mar está agitado. A gente tenta avançar, mas ondas trazem a gente de volta pra orla. Precisamos nos esforçar um pouco para poder adentrar um pouco mais até que consigamos ultrapassar essas ondas que estão quebrando e nos jogando de volta pra orla. E aí encontramos certa estabilidade. Pelo menos mais estabilidade do que enquanto estávamos no meio de onde as ondas quebram. Encontramos certa tranquilidade.

Quando resolvemos mudar é exatamente isso que acontece. Estamos na orla, imaginando as inúmeras possibilidades e o desconhecido que nos aguarda. Quem não tem medo do desconhecido? Eu tenho! A estabilidade é confortável pra gente, é tranquilizante. Mas a vida de vez em quando exige que mudemos. Ao decidir mudar temos duas opções: continuar onde estamos já sabendo o que encontraremos e viveremos ou resolver mergulhar no desconhecido e buscar o novo. Cabe a gente escolher.

No começo é difícil. São muitas ondas quebrando em cima da gente, a gente nada, nada e o mar insiste em nos trazer de volta pra orla. Algumas coisas começam a sair fora daquilo que havíamos imaginado e a gente sente que:  “isso não é pra mim”, “não deveria ter mudado”, “deveria ter continuado onde estava, era mais fácil”. Nadar contra a maré não é fácil. As vezes nossas forças se esvaem e precisamos recuar um pouco, fazer algumas adaptações e retomar o fôlego para continuar a nadar.

E quando menos esperamos, pronto. Estamos em alto mar. Conseguimos visualizar a orla (onde a gente estava), as ondas quebrando (as dificuldades que tivemos que superar para poder realizar as mudanças que desejávamos) e finalmente conseguimos nadar com tranquilidade (entramos no ritmo da nossa nova vida). Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Mas em alto-mar também tem tempestade. Haverão momentos em que novas mudanças serão necessárias, mas depois sempre haverá calmaria. O ditado não diz que depois da tempestade bem a bonança?

Mudanças são parte da nossa experiência humana. São essenciais para que possamos nos aprimorar e nos alinhar ao nosso propósito de vida. Podem ser dolorida, podem ser difíceis, mas quando as aceitamos elas se tornam menos complicadas do que a gente imaginava.

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6 comentários sobre “Mudanças e o mar

  1. Marcelo Rinaldi disse:

    Excelente analogia! Se parece muito com o mar! Em tempo, da mesma forma que é difícil deixar a faixa de rebentação pra chegar em águas mais calmas, também é difícil voltar para a orla!

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