As coisas por aqui

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Foto que tirei num dos meus pedais

Já tem cerca de 4 anos que estou nessa jornada de viver de forma mais simples. Pra quem não lembra, tudo começou em 2013, com minhas crises de ansiedade que culminaram em ataques de pânico. Com eles, uma reflexão sobre a forma como eu estava vivendo e gastando tanto meu tempo quanto meu dinheiro. Veio também o projeto de ficar um ano sem comprar nada como uma forma de refletir sobre meus gastos, rever meus conceitos e aproveitar todas as coisas que eu já tinha, questionando o que diariamente nos é imposto: “COMPRE”.

Nesses quatro anos muita água passou por debaixo da ponte que caminho. Aprendi e desaprendi muita coisa, descobri novos caminhos, novas possibilidades. Mudei de vida e quem me acompanha desde aquela época também leu por aqui sobre tais mudanças.

Li muito sobre viver fora do sistema e é um assunto que me fascina. Como ser independente dos bens e serviços que usamos indiscriminadamente hoje? Porém, depois de muito ler e refletir, penso que talvez não seja possível ser 100% livre. Ainda dependemos de muitas coisas, e tento não ver isso como uma coisa “errada”, pois essa palavra borbulha na minha cabeça sempre e é algo que me bloqueia pra muitas coisas. Enxergar o dinheiro como algo “ruim” ou “errado” é uma crença que me impede de muitas coisas, por exemplo. Se tem algo que venho aprendendo nesses anos é: como posso me relacionar melhor com o dinheiro? (Essa é uma questão que me aflige demais). Nós precisamos de dinheiro pra comprar coisas, então, como posso me relacionar bem com a sua energia?

Venho tentando me equilibrar mais, sem querer viver uma coisa muito “extrema”. Não gosto de usar essa palavra mas acho que é a que pode expressar melhor a maneira como eu me sinto. Meu ponto então é: como eu posso trabalhar aliada ao meu propósito, recebendo um dinheiro que me permita realizar as coisas que sonho? Como realizar um trabalho que possa ser útil não só pra mim (me beneficiando monetariamente) mas também para as outras pessoas, algo que as ajude de alguma forma?

Esse é meu dilema.

Penso nisso todo santo dia.

Morar no interior e ter um custo de vida pequeno, além de ter minha casa própria (da minha mãe, aliás!), é algo que facilitou muito essa escolha que fiz de ser autônoma. Mas ser autônoma também significa que não posso contar com um dinheiro x no final do mês. É tudo muito incerto. E incerteza é algo que me deixa bastante desconfortável e que as vezes tira as minhas forças, meu foco, meu prumo. É algo que venho trabalhando faz tempo mas que ainda me aflige.

Apesar de tudo de bom que estou vivendo, me sinto bastante perdida em relação a minha profissão. Alguém mais está passando por algo parecido? Se sim, partilhem aqui comigo! Trocando experiências a gente pode se ajudar, né?

 

Ps. Acabei de ler esse texto que fez MUITO sentido sobre tudo isso que escrevi aí em cima

 

 

 

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25 comentários sobre “As coisas por aqui

  1. Jaciara Cruz disse:

    Bruna,acho que muita gente tá vivendo esse conflito, eu sou uma delas, ao mesmo tempo tem muita gente que ainda segue a boiada. Eu sigo num dilema parecido, queria trabalhar perto de casa, mas sei que minha renda cairia muito, tenho desenvolvido uma relação melhor com o dinheiro, mas não o suficiente, ainda tenho muita necessidade de segurança, sendo que na verdade nenhum de nós está seguro sobre nada…enfim, acho que o que a gente precisa é perder a necessidade da garantia, porque isso ninguem tem mesmo, mas não é facil fomos ensinados para o tal “ser alguém” .e isso significa ter dinheiro….sigo aprendendo, escutando, lendo e tomando um pouco de coragem a cada dia, já caminhei bastante, mas ainda vejo um caminho a percorrer, só quero estar atenta a ele e fazer da melhor maneira que eu posso. Sigo. Um grande beijo, você é uma inspiração!

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    • Bruna disse:

      Oi Jaci! Bom dia! Vim aqui pra ver se alguém tinha comentado e várias pessoas disseram estar passando pelos mesmos dilema. Tudo começa com um certo desconforto, um questionamento, depois começamos a ver que estamos diferentes e que as coisas estão diferentes e não conseguimos mais: precisamos mudar. mas como você disse, decidir mudar não é facil e muita gente prefere ir seguindo a maré, porque dá menos trabalho. Acho que tem muito a ver com o despertar, a saída da “matrix”… As pessoas estão vendo que suas vidas não podem ser pautadas apenas em dinheiro e trabalho, mas como você disse: é algo que está extremamente enraizado em nós! A necessidade de segurança fdi o que me fez ficar desde 2013 até 2016 num trabalho que não me preenchia mais. Eu me sentia péssima pois não achava justo com a empresa e me sentia extremamente desconfortável fazendo algo que não tivesse a ver com meus valores. Me sentia vendida por dinheiro. E sei que muita gente se sente assim e que é dificil. Acho importante que a gente possa ir desapegando desses conceitos, lendo bastante, refletindo sobre como gastamos nosso dinheiro. Pra voce ter ideia, meu dinheiro literalmente acabou. O dinheiro que recebi na saída do trabalho, mais o que eu fui poupando e trabalhando acabou e tenho 0 reais na conta nesse momento. E isso é extremamente estranho, pois me sinto vulneravel. Não é doido isso? O poder que o dinheiro tem sobre nossas vidas? Claro que a gente precisa dele, mas é uma coisa muito complexa. Tem um texto que partilhei aqui uma vez do Gustavo Tanaka que tem tudo a ver com isso: https://blog.gustavotanaka.com.br/quando-seu-dinheiro-acaba-85557e0588e8

      Obrigada pelo carinho! Acredito que partilhando as nossas vivencias conseguimos nos ajudar mutuamente. É uma jornada árdua, mas extremamente motivadora. Valerá a pena, eu acredito!

      beijão!

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  2. Alissssson disse:

    Ei Bruna, tudo joia?

    Além da idade e do fato de ser do interior de Minas, também temos alguns dilemas comuns 😀 saiba que não está sozinha!

    Foi complicado abandonar minha carreira na indústria, remuneração bacana, mil benefícios, ascensão, reconhecimento e toda essa besteira toda de jovem engajado e empreendedor, tão em voga por aí.

    A princípio me senti inseguro também, percebendo que muito do que estava sob meu controle acabou se desfazendo. Ao final das contas, cheguei a conclusão que a vida continua seguindo, outras prioridades acabam surgindo e retomamos a segurança, a confiança na vida, nas pessoas! Isso que sente agora é natural e garanto que é passageiro, viu!?

    Sobre suas relações com o consumo, não se prenda a isto! Você não precisa se libertar, tornar-se independente dele! Consuma o que deseja, mas de maneira racional e sadia, isto é o mais importante, afinal, sabemos que não é preciso de muito pra viver!

    Tenha uma ótima semana ;D

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    • Bruna disse:

      Oi Alisson! Obrigada pela sua visita! Você é de onde aqui de Minas?

      É muito bom saber que tem mais pessoas passando pelos mesmos dilemas. Acho que dá um pouco de força pra gente de seguir em frente, pois não é uma jornada muito fácil.

      Ir contra o que a sociedade diz, contra essa concepção de sucesso pautada apenas na aquisição de bens materiais é realmente complicado. É e não é, na verdade. Pro nosso ego que gosta de ter controle de tudo é dificil, mas pro nosso ser que sabe que vai dar tudo certo, é simples.

      Essa falta de controle, que é absolutamente do ego, que faz com que nos sintamos desanimados, tristes… as vezes fico pensando nas pessoas de antigamente, em como tinham poucas coisas e viviam super bem. E hoje, quanto mais se tem, mais se quer!

      Quanto ao consumo, gostei muito do que você disse e concordo com você em estar cada vez mais consciente das coisas que compro e sempre atenta para não cair na armadilha do consumismo.

      Muito obrigada mesmo por partilhar aqui a sua história e ajudar a mim e a tantas outras pessoas.

      Beijão!

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  3. Bruna Gomes disse:

    Me sinto assim também Bru! Estou com 26 anos fazendo um doutorado que nao sei se quero dá continuidade na carreira. Vejo o dinheiro como uma energia a ser manipulada, dependendo do uso vem pro bem ou mal. Temos muito essa crença de que dinheiro é ruim porque em maioria as pessoas nao sabem lidar com ele rs. Eu sou do Amapá e vivo no Rio Grande do Sul pela bolsa que recebo do doutorado, tenho mais 2 anos por aqui, mas divido com você essa incerteza de profissão, nao quero fazer algo por fazer, quero ser realmente útil para a sociedade, espero que encontremos algo. Vi que você cresceu muito no instagram e você deve saber que isso hoje é como um emprego. Você pensa continuar fazendo algo nas mídias sociais? digo isso de uma forma que você possa tirar um bom dinheiro, tipo uma profissão.

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    • Bruna disse:

      Bru, tô muito no “só sei que nada sei”… Eu quero algumas coisas mas ao mesmo tempo não sei se quero! Mas eu to achando que sinto isso pois talvez eu esteja querendo coisas pautadas em algo que não é meu desejo genuino, ou a minha verdade.
      Eu infelizmente tenho um sério problema em lidar com dinheiro! As vezes faço coisas gratuitas pras pessoas pois não consigo cobrar, ou as vezes cobro um valor pequeno, meio que “desvalorizando” minha capacidade. Na verdade eu sou uma pessoa muito insegura e quero muito trabalhar essa questão em mim. É algo que vem desde a minha infância e que me bloqueia pra muitas coisas.

      Também penso nisso: não fazer algo por fazer ou por que os outros acham que é o melhor, porque a sociedade diz que é isso que a gente tem que fazer…. Eu tambem quero um trabalho que possa ser benéfico pra mim e pros outros! Quero muito!

      Sobre o instagram, sim, sei disso. Mas ai já começo a pensar se não vai ficar uma coisa muito superficial. A real é que eu dou muita importancia para o que os outros vão pensar de mim e acabo me boicotando de fazer muitas coisas. Eu sempre gostei de me comunicar com as pessoas, seja escrevendo aqui ou em qualquer outra rede. E criei a conta la no insta despretensiosamente, mas acabou tomando uma proporção grande. Eu já pensei muitas vezes em trabalhar com isso, em como eu posso ter dinheiro fazendo algo que eu goste e acho que seria ótimo poder trabalhar com o instagram, por exemplo, visto que estarei fazendo meu ativismo virtualmente também e ganhando pra isso.
      Mas como eu tenho muitos conflitos eu me boicoto… as vezes aparecem muitas propostas legais e eu começo a me questionar se devo ou não fazer… Menina, acho que eu complico muito as coisas.
      Uma amiga vai me ajudar me aplicando um treinamento tipo de coach pra que eu consiga entender melhor essas crenças limitadores que eu tenho… pois sei que eu tenho potencial, sinto que meu propósito está ligado à causa animal, a espalhar uma possibilidade de viver de forma mais simples também, mas nao consigo seguir em frente por causa dessas crenças tão enraizadas… 😦

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  4. Janice Matos disse:

    Siiiim, to passando mto por isso.

    Cursei Direito e apesar de gostar do trabalho em si, me sinto mal do meio, nosto da energia das pessoas q me rodeiam.

    Fora q o retorno financeiro é baixo, e é mto desgaste p me sentir cada vez mais estagnada. Sinto que estou perdendo todo o potencial da minha mente parada no tempo em meu emprego atual.

    Difícil. Ainda mais pq mulheres nesse meio são sempre jogadas ao escanteio dos homens “tão mais poderosos e fortes”.

    Quero mto mudar, mas nem sei pra onde. E isso tem me consumido.

    Estamos juntas ❤

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    • Bruna disse:

      Janice, obrigada pela sua visita!

      Uma amiga minha que cursou direito e advoga tambem esta passando por esse mesmo dilema, pois se sente mal, “vendida” por ter que fazer coisas que vão contra as coisas que ela acredita só pra ter dinheiro.

      Acho que precisamos tentar voltar cada vez mais pro nosso interior. Eu estava lendo um livro de fotografia esses dias e o autor fala que pra gente retomar essa nossa alegria, espontaneidade e vontade de fazer as coisas, precisamos nos reconectar com a nossa criança interior! Lembrar das coisas que a gente gostava de fazer quando eramos crianças, pois isso nos reconectará com quem a gente é de verdade, a nossa essencia mais simples, espontanea e autentica.

      O que acontece é que despir as mascaras não é facil. As mascaras são tudo isso que a gente construiu ao longo da vida, que a sociedade disse que é o certo a se fazer.

      Como vc disse, infelizmente nós mulheres ainda passamos por esse “agravante” de ser taxadas de “menos capazes”

      Acho que o primeiro passo é a gente reconhecer que não tá bom. E ai pensar no que podemos fazer com isso! Ontem li um livro muito bom mesmo e vou ate postar sobre ele pra vocês essa semana e inclusive disponibilizar ele pra vocês baixarem. Eu escrevi esse post ontem a tarde, depois disso minha amiga me mandou esse livro (é pequeno) e eu li e acho que vai poder me ajudar e ajudar muitas pessoas também!

      Estamos JUNTAS! Obrigada mesmo pela sua mensagem!

      beijao!

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  5. mayrisc disse:

    Oi Bruna! Acompanho sua jornada e gosto muito do que escreve. Ao ler o texto resolvi fazer meu primeiro comentário para lhe falar do livro da Vicki Robin e Joe Dominguez,Dinheiro e Vida, porque ele vem justamente para questionar nossa relação com o dinheiro. Acho que é um livro realmente catalisador, apesar de ser muito difícil se comprometer com a mudança.. bem, de todo modo, você já está no caminho… Tem um post aqui http://www.valoresreais.com/2010/02/01/resenha-dinheiro-e-vida-de-joe-dominguez-e-vicki-robin/ e outro aqui https://simplesefrugal.wordpress.com/2012/11/13/nossa-relacao-com-o-dinheiro/ sobre ele. Se não leu ainda, recomendo muitíssimo. Semana passada também li um livro da Elle Luna , foi feito com base nesse texto que viralizou (acho que não precisa comprar o livro, dá para entender tudo pelo texto) https://medium.com/@elleluna/the-crossroads-of-should-and-must-90c75eb7c5b0. Espero que lhe traga alguma luz, ideias… enfim, que seja de ajuda.
    bjus, May

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    • Bruna disse:

      Oi May! Tudo bem? Obrigada pela sua visita. Fico muito feliz por saber que gosta do blog! Não conhecia esse livro não! Já vou anotar aqui pra poder le-lo! Ontem depois que eu escrevi esse texto, uma amiga me mandou um livro chamado “Picos e Vales” e que me ajudou a enxergar muita coisa que quero mudar em mim. Vou ate escrever um texto sobre ele pra postar e tambem disponibilizar o link pra vocês também baixarem. Acho que vai poder nos ajudar muito nessa nossa jornada de autoconhecimento.

      Sempre tive problema com dinheiro! Li um livro da Ingrid Cañete chamado “Adultos Indigo” que fala que os índigos, que são a nova geração de pessoas que vieram pra mudar a estrutura do planeta, tem sérios problemas com dinheiro e não sabem lidar com ele. Porem, reconheco que o dinheiro é necessario, é uma energia que precisamos utilizar e que ele é neutro, e o que fazemos com ele é que o caracteriza como “bom” e “ruim”. Mas ler isso é fácil, o lance é entender e colocar isso em prática na nossa vida.

      Vou ver todos esses links que você me passou! MUITO obrigada mesmo por partilhar isso aqui! significa muito!

      beijão e boa sorte pra nós!

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  6. Thalyta Souza disse:

    Oi Bruna! Tudo bem?

    Eu estou passando algo parecido e, por isso, as minhas aflições partem dos mesmos questionamentos que você se faz todos os dias, porque eu também os faço. Já passei por algumas fases como: culpas meus pais por não terem desenvolvido e direcionado meus talentos na infância, me vitimizar, me inferiorizar, me achando uma coitadinha sem talento nenhum e me arrepender das escolhas que fiz até aqui. Mas, quando olho com amor a atenção para o passado, entendo que foram exatamente as escolhas que tomei que me levaram até aqui e que também me proporcionaram tantas outras coisas maravilhosas que eu não sei se teriam acontecido se eu tivesse seguido por outro caminho. Eu sou casada e, por isso, o medo de não conseguir me sustentar também está muito presente nesse dilema de ter um trabalho com propósito. Mas, o que eu tento todos os dias usar como ferramenta para estar atenta aos sinais é estar presente e me conectar à abundância do universo. Uma vez eu tive a oportunidade de ler na Bíblia e no Baghavad Gita que tudo que nós precisamos já foi providenciado e, por isso, não temos com o que nos preocupar (foi incrível essa sincronicidade, na época). Desde então, eu não me esqueço disso e, lembrando dessa frase, desse dia, eu consigo me conectar com a abundância, além de lembrar de tantas outras vezes em que eu quis algo e mesmo sem dinheiro/condições, o que eu queria acabou acontecendo, esta seria minha dica a compartilhar… E tem o tempo, ariana que sou, quero tudo pra ontem…rs. Então, flor, respiremos! Por que, afinal, está tudo sempre certo 😉 !

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    • Bruna disse:

      Thalyta, querida. Vendo voce escrevendo isso parece que fui eu mesma quem escreveu! Passei por todas essas fases e ainda passo por muitas. Tenho um sério problema de insegurança, e sei que ele me bloqueia em muitos e muitos sentidos. Muitas vezes me pego pensando na minha incapacidade, que não sou boa o suficiente pra fazer as coisas que quero, que sempre haverão pessoas melhores que eu. Eu sei que a insegurança mina muitas possibilidades e faz com que eu me boicote imensamente. Eu sei, mas é uma coisa tão enraizada em mim que as vezes não consigo deixar de ouvir e acreditar nisso. Mas quero muito mudar, lidar melhor e desfazer essas crenças limitantes.
      Eu tambem ja culpei meus pais, ja briguei muito com tudo o que passei, mas hoje cheguei a mesma conclusão que voce: tudo o que eu passei foi preciso para que eu chegasse ate onde estou. E não posso negar que há muitas coisas boas. Sò que as vezes parece que eu foco mais no copo “meio vazio” do que “meio cheio”.
      Ontem depois que escrevi esse texto, recebi um livro fantástico de uma amiga, chamado “Picos e Vales” e que me ajudou a refletir sobre muitas questões, especialmente sobre esses momentos em que as coisas não estão fluindo. Vou escrever sobre ele essa semana e disponibiliza-lo pra vocês baixarem, pois, se ele me ajudou, tenho certeza absoluta que vai ajudar todo mundo que tá passando por esses mesmos questionamentos.
      Acho que fomos criados pensando que não poderiamos trabalhar com algo que a gente ame e que estivesse alinhado com nosso proposito. Só precisavamos pensar em ganhar dinheiro, não importa a custo de que. Só que não dá mais. Eu não consigo. Não consigo me ver trabalhando com uma coisa que vai contra as coisas que eu acredito. E ser autonomo é viver na insegurança de ter trabalho hoje e não saber quando se vai ter de novo.
      O que você comentou sobre a abundancia faz todo sentido. O trecho do “olhar os lirios do campo” falam exatamente dessa questão (deve ser esse mesmo). Infelizmente estamos focados demais no Que não temos e esquecemos de ver as inumeras bençãos que já existem nas nossas vidas. Acho que tem uma certa conexão com a questão de insegurança que a falta de dinheiro traz pra gente, a incerteza, ter que abdicar de algumas coisas…

      <Muito obrigada mesmo por partilhar sua experiência! Quanto mais partilhamos, mais aprendemos! Beijão! ❤

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  7. Isabel disse:

    Também me encontro nesse conflito, um pouco..
    Depois da faculdade e de ter estagiado vi que não conseguiria trabalhar no mercado tradicional de moda e mesmo tentando em algumas marcas sustentáveis, nenhuma abriu as portas para mim. Foi quando virei autônoma e apesar de amar o que faço, gostaria de estar mais aliada aos meus propósitos.
    Sinto que é um exercício diário para equilibrar todas as atividades de uma forma que ainda me mantenha bem…
    Adorei a sua reflexão, Bruna! 🙂

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    • Bruna disse:

      Oi Isabel! Obrigada pela sua visita!

      Por que é tão complexo isso ne? Voce sente que a moda esteja relacionada com o seu proposito ou sente que o caminho é outro? Talvez voce como autonoma possa juntar os seus talentos e as coisas que acredita e criar um projeto que esteja alinhado com tudo isso…

      Adorei te ver por aqui! Adoro seu blog!

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  8. aeriagirl disse:

    Também me encontro nesse conflito, um pouco..
    Depois da faculdade e de ter estagiado vi que não conseguiria trabalhar no mercado tradicional de moda e mesmo tentando em algumas marcas sustentáveis, nenhuma abriu as portas para mim. Foi quando virei autônoma e apesar de amar o que faço, gostaria de estar mais aliada aos meus propósitos.
    Sinto que é um exercício diário para equilibrar todas as atividades de uma forma que ainda me mantenha bem…
    Adorei a sua reflexão, Bruna! 🙂

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  9. marianaguedes disse:

    Bru, amei seu texto! Já passei muito por isso, sabe? Foram tantas crises que não dá nem pra contar. Acho que hoje em dia acabei encontrando uma aceitação melhor no caminho. Sinto que ainda não encontrei totalmente meu rumo profissional. Tenho muitas ideias e dificuldade de colocá-las em prática. Mas acho que aprendi que o momento que estou vivendo é exatamente o que preciso viver e que por mais clichê que possa parecer, o caminho se faz caminhando. É isso que tenho feito. Não me acomodo, mas também não brigo com meu momento profissional atual. Sigo buscando outras coisas e formas de alcançar meu propósito, mas sem odiar o que faço hoje. Isso talvez não sirva tanto pra você, porque não é como se vc fizesse algo que não gosta ne?

    Mas assim, acho que na fase da vida que estamos (temos praticamente a mesma idade, ne?) a gente se cobra demais uma decisão, um caminho minimamente definitivo e que nos dê satisfação e sustento. Mas acho que não existe isso…nem agora e nem nunca. Estamos sempre caminhando. Rs

    Em relação ao dinheiro, já senti muito isso também. Me trabalho diariamente pra não odiar o dinheiro e achar que ele é a origem de todos os males do mundo, porque muitas vezes penso é isso mesmo. É um caminho difícil, mas acho que pensar o dinheiro como uma forma de energia, como vc falou, talvez seja uma maneira de mudar essas “crenças limitantes” em relação a ele, ne?

    Nossa, falei tanto que to até achando que vou escrever post dessa semana do blog sobre isso hahahaha

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  10. Yuka disse:

    Oi Bruna, sobre o dinheiro, você já ouviu falar no termo independência financeira? É quando os rendimentos do dinheiro que tem guardado ultrapassa o valor que você precisa por mês. Eu não sabia disso até 2 anos atrás. Quando descobri fiquei fascinada com o poder dos juros compostos, porque quando alguém alcança esse feito, não precisa mais trabalhar se não quiser, ou seja, abre portas para trabalhar no que a gente quiser sem depender de dinheiro. Eu tenho buscado a minha independência financeira desde então, lendo vários livros, estudando, economizando. Porque a minha intenção futura é largar mão do meu cargo público e trabalhar em filantropia. Pesquise a respeito, às vezes pode ser a luz no fim do túnel pra você também. Beijos!

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  11. Camila disse:

    Bom dia!! Semelhante situação aconteceu comigo também. Sou profissional da saúde e quando passei em um concurso público e pude fazer plantões (e consequentemente ganhar BEM MAIS), entrei de cabeça neles!! Trabalhava o dia inteiro em um posto de saúde e fazia plantões à noite, fim de semana, feriados…. e quanto mais eu ganhava, mais eu gastava, não tinha controle de nada, não sabia pra onde ia o dinheiro, comecei a me endividar…. com o tempo fui ficando cansada de tanto trabalhar, mas não parava de gastar (e consequentemente não podia diminuir o trabalho),até que tive burnout. Surtei mesmo. Fiz terapia, mas não acho que me ajudou. Mas isso me fez abrir os olhos sobre o real valor das coisas e o sentido da vida. Fiz uma revisão de tudo o que eu consumia, dentre produtos e serviços, como eu conduzia minha vida, e vi como levamos a vida no automático, sem prestar atenção nas coisas. Decidi ficar apenas com o que eu considerava essencial. Diminuí meu consumo, minhas despesas e passei a trabalhar menos. Hoje, um ano depois de começar essa jornada, trabalho em um setor tranquilo, faço pouquíssimos plantões e mesmo ganhando menos, sobra MUITO dinheiro, que comecei a investir para a minha aposentadoria, reserva de emergencia e para realização de sonhos. Comecei a doar objetos, roupas, enfim, tudo aquilo que estava acumulado na minha vida e não fazia mais sentido ter….mesmo hoje, 1 ano depois, continuo tirando coisas da minha casa, para ver o tanto que acumulamos sem perceber. Meu marido também mudou, e hoje procuramos levar uma vida simples, mas com mais sentido. E tem sido tão bom, estamos muito felizes, realmente a felicidade está nas coisas simples. Nós é que complicamos.

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    • Bruna disse:

      Camila, que demais o seu relato. Agradeço mto pela sua visita aqui e por ter partilhado sua experiência comigo e com todo mundo que for visitar essa postagem.

      Acredito que nós fomos criados numa época em que o ter superou o ser. O sucesso é medido pela quantidade de bens que temos, quando na realidade o que é realmente importante é ser feliz e realizado na nossa vida, independente do quanto se ganha ou do que se tem.

      Eu tambem passei por algo mto parecido com voce. A sindrome do panico em 2013 me fez refletir sobre muitas coisas, sobre a forma que eu vivia e gastava. Pq, como imaginei que estivesse morrendo, vi que eu estava desperdiçando minha vida com futilidades, comprando coisas que eu nem precisava.

      Que bom que voce teve a chance de rever e de mudar. É uma benção quando a vida nos dá esse toque e a gente compreende. Muita gente esta passando pela mesma coisas mas nao consegue entender que precisa mudar, que continuar assim só vai piorar a situação.

      Acho que perdemos essa coisa de viver a vida com um sentido além do que existir, consumir e morrer. A vida é bem mais do que isso: é uma experiência. Precisamos amadurecer, aprender e ensinar. A felicidade é simples, mas difícil é ser simples, não é? Tem uma música que fala isso!

      Obrigada mesmo por partilhar sua história! Super beijo pra você!

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  12. Camila disse:

    Bruna, realmente acredito que muitas pessoas estão vivvendo a mesma coisa. Eu há 3 anos era professora concursada. Exonerei, deixei meu apartamento, vendi minhas coisas e fui atras do sonho de viver em outro país, conhecer outras culturas. Voltei há 1 mês para ver a minha família e estou pensando se volto ou se fico. Tenho passagem de volta pra semana que vem e não consigo descobrir o que fazer. Nesse viver fora aprendi muito sobre o dinheiro e entendi que embora ele seja necessário, tem coisas que não valem a pena serem sacrificadas por ele. Eu agora só penso que quero viver como você, no “meio do mato”, em contato com a natureza e em paz. E a paz, dinheiro nenhum pode comprar e tenho certeza que ela acontece quando somos o que queremos e quando vivemos de acordo com o nosso coração. Um abraço!

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    • Bruna disse:

      Oi Camila! Pois é, recebi muitos comentários de várias pessoas que estão nessa: meio perdidas. E é difícil mesmo ter que decidir sobre certas coisas… Algumas escolhas não são fáceis. Mas também podemos mudar, né? Tipo, podemos escolher fazer uma coisa mas se não der certo podemos mudar. Enquanto estivermos vivos poderemos implementar quaisquer mudanças.

      Imagino que voce passou por uma mudança bem “drastica” em ter aberto mão da estabilidade para viver outros sonhos. E eu acho que precisamos ouvir nosso coração. No caso da sua escolha de ir ou ficar, medite, ou esteja em contato com a natureza… acho que dessa forma conseguimos nos conectar com a nossa essencia e descobrir que caminho trilhar.

      Concordo muito com você! Há coisas que o dinheiro não compra. Precisamos estar alinhados com nossos valores e propósitos. Ei preciso entender melhor sobre o dinheiro pois realmente não sei lidar muito bem com ela. É uma crença na qual quero muito me aprofundar e mudar. Pq querendo ou não, o dinheiro é necessário ne? Quero parar de ve-lo como algo errado, pois infelizmente é assim que o vejo…

      Desejo muito boa sorte na sua jornada e agradeço demais por ter partilhado sua história e experiências aqui! Beijão pra ti!

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