Lidando com a reatividade

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Esse último mês está me trazendo um aprendizado tão grande que tem horas que preciso parar pra assimilar todas essas questões que tem vindo à tona de forma tão rápida. Tem sido um momento de introspecção, interiorização, revisão, decisão. E dentre as muitas questões sobre as quais venho refletido, uma em especial foi o click que me fez enxergar muitas coisas: sou uma pessoa extremamente reativa. Pessoas reativas agem de maneira impulsiva, tem a impressão de que estão sempre sendo injustiçadas e vítimas das outras pessoas ou circunstâncias.

Depois de ter descoberto isso (através desse vídeo e desse também), comecei a rever a minha forma de agir e reagir perante algumas situações e vi que na maior parte das vezes eu ajo e reajo de forma extremamente reativa. Uma coisa acontecia e lá ia eu dramatizar, reclamar, me vitimizar. Eu sentia que o mundo inteiro estava contra mim, que era só comigo que nada dava certo, que tudo o que eu pensava em fazer sempre tinha algo atrapalhando. Até na minha forma de falar com as pessoas era sempre fazendo drama, sempre me vitimizando. Não sei como eu não vi isso por tantos anos e coitadas das pessoas em me aturar sendo assim.

Uma coisa que me veio a tona é que sempre fui carente. E que quando eu passava por problemas, recebia atenção dos meus pais. Então, parece que ficou no meu subconsciente que eu sempre precisava passar por problemas para receber carinho e atenção das pessoas…E aí vocês sabem: eu atraia situações assim para que essa minha crença continuasse acontecendo. É louco, né? Mas infelizmente essa é a verdade e fico feliz de ter conseguido visualizar isso para poder transmutar essa questão e mudar minha vida.

Imagina você chegar pra conversar com uma pessoa e ela já vir despejando as coisas em você e vindo com 4 pedras nas mãos? Essa sou eu. Ou melhor, essa era eu, pois tenho tentado acalmar e respirar sempre antes de agir ou responder sobre alguma coisa ou situação. Se é fácil? Claro que não. Meu modo “natural” é ser uma pessoa reativa, então eu simplesmente falo, depois penso. E aí vejo que muitas vezes sou grosseira, antipática, sendo que não é isso que sou de verdade.

A reatividade é um dos pontos que pretendo trabalhar ao longo dos próximos anos. Mudar um hábito enraizado não é uma tarefa fácil ou simples, mas é possível. Ter consciência disso é o primeiro passo. Só sei que não quero mais agir ou responder de forma rude para as pessoas (e sei que isso não é de uma hora pra outra que acontecerá). Transmutar essa característica requer desapego, transformação, reformulação… Mas eu tô disposta.

Alguém também se sente assim?

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8 comentários sobre “Lidando com a reatividade

  1. Lara Lamego disse:

    Olá!!!
    Pois infelizmente também me vejo nessa pessoa que descreves… Mas temos que ver que reconhecê-lo já é muito importante, há que continuar a trabalhar… 🙂
    Obrigada!

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  2. Marcela Coelho disse:

    Bruna! Eu já disse que somos gêmeas? Ou mais que isso, porque até gêmeos são diferentes. Acho que você é meu cloninho. Hahahaha. Brincadeiras à parte, eu sou muito parecida com você em diversos aspectos, como sempre venho comentando, e essa é mais uma semelhança. Parece que fui em quem escrevi o texto. Hoje mesmo aqui no trabalho duas vezes eu passei por essa situação e lá fui eu mais uma vez dramatizar, me vitimizar e fazer bico. As pessoas aqui acham que eu sou séria demais e que levo tudo a ferro e fogo. E eu não sou assim. Pelo menos na minha cabeça eu só sou assim por justamente não ter pensado antes de falar ou emburrecer. Sinto que sendo assim não são tão leve quanto gostaria e quanto sempre venho buscando. Você também se sente pesada com isso? Eu deveria levar mais de boa certas adversidades do dia a dia, quase sempre tão bobas quanto a minha reação.

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    • Bruna disse:

      Jura? Soul mate então! ❤
      Eu me sinto muito assim. Sabe, não sei o que aconteceu comigo mas as vezes sinto que me perdi no caminho, tentando agradar os outros ou tentando ser uma pessoa que não sou! Estou trabalhando muito isso, tentando pensar antes de responder as coisas, não ser tão 8 ou 80! Acho que tô na fase de encontrar um ponto de equilibrio!

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      • Marcela Coelho disse:

        Sim! Soul mate. Hihi. ❤
        É exatamente isso! Tenho pensado muito sobre essa questão de equilíbrio também. Tentar ser menos 8 ou 80. Tanto que estou lendo livros com temática japonesa e tem sido valioso para mim. Eu sinto que o Japão tem muito a ensinar para o nosso mundinho ocidental, sabe? E quero muito voltar a praticar yoga, começar aos pouquinhos em casa mesmo. Que encontremos a tão almejada paz e tranquilidade em nossas almas!

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      • Bruna disse:

        Isso é muito importante e melhora muito nossa qualidade de vida. Só hoje consigo enxergar isso e o próximo texto vou partilhar como tem sido chegar a essa conclusão com um flashback do que rolou antes! Rs… Isso, buscar atividades que nos tragam essa tão sonhada paz e o equilibrio!

        Beijão!

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  3. Daniella Garcia disse:

    Olá, seu blog estava salvo nos meus favoritos e resolvi ver o que tinha tanto pra eu ter deixado lá.. e entrando aqui eu só consigo pensar em como me identifico com cada um dos seus textos. Sinto que sou eu escrevendo, pois somos muito parecidas. rs
    Enfim, só queria dizer obrigada, você se descobriu aí e fez com que me descobrisse aqui, então muito obrigada mesmo!
    Agora tenho um longo caminho a percorrer e me transformar e você me fez ver com clareza isso.

    Continuarei acompanhando!
    Namastê!

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    • Bruna disse:

      Oi Dani! Que bom que o blog está te ajudando nesse processo! Por isso acho importante partilhar nossas experiências pois elas também podem ser úteis para outras pessoas. Fico feliz em poder auxiliar de alguma forma nessa sua jornada de autoconhecimento. Já adianto: é um caminho árduo, por vezes doloroso, mas que traz uma paz interior muito grande. Não que a gente vai virar uma pessoa santa e iluminada, mas tudo o que vivenciamos se torna aprendizado nessa jornada.
      Seja sempre bem vinda aqui! Namastê!

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