Sigo aprendendo

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A vida é uma grande escola. Todo dia um novo teste. Inclusive, algumas repetições de lições pra ver se a gente realmente aprendeu com os erros, o que nos faz ver que as vezes pensamos que mudamos, até mentimos pra nós mesmos e na realidade continua a mesma coisa, com sutis modificações.

Nesses últimos meses tantas coisas tem vindo a tona sobre mim mesma… Já falei disso nos últimos posts, mas é que realmente tem sido uma fase onde tenho lido bastante, estudado e me dedicado pra entender as coisas que acontecem na minha vida, erros que se repetem, coisas boas… Enfim, um período de revisões e de traçar novos planos.

Sempre tive a “mania” de querer ajudar as pessoas. E sei que isso é muito legal, muito nobre, reconheço. Porém, é uma coisa que na maior parte das vezes mais me desgasta do que me faz sentir útil. Lembro que desde a época da escola as minhas amigas vinham se aconselhar comigo e eu sempre fui aquela amiga pra qual você poderia ligar de madrugada que te atenderia. Só que com o passar dos anos a gente vai vendo que a balança acaba pendendo demais pro lado de lá: você se doa, ajuda, mas não tem reciprocidade. Não que eu faça algo esperando reconhecimento. Eu faço isso por que eu realmente gosto de ajudar. Só que chega um ponto em que não dá pra continuar dando e não recebendo nada em troca. Juro, não meço esforços para ajudar quem me procura, mas estou entendendo (e decidindo colocar em prática pela milésima vez) que não dá pra ficar onde não existe reciprocidade. Pra mim amizade é algo que naturalmente engloba reciprocidade. Se não, é coleguismo. E aí a vida nos faz passar uma peneira + pente fino em certas amizades.

Mais uma coisa: desapegar das pessoas. Finalmente estou conseguindo me desapegar de pessoas. Que libertador! Que maravilhoso é poder compreender que o fato de uma pessoa ter sido importante numa fase da nossa vida (e por isso somos gratos a ela) não significa que precisamos manter um contato forçado. Tá tudo bem deixar a pessoa seguir a vida dela e você também seguir a sua. Não precisa ficar brigado nem nada, mas não precisa fingir um vínculo que não existe mais. FANTÁSTICO.

Mas voltando à questão anterior: eu já tinha cometido um erro, disse que não tornaria a repetir e adivinhem? Lá fui eu mais uma vez fazer o papel de trouxa resolvendo problema pra uma pessoa que me deixou na mão com a batata assando.

Uma das coisas que decidi também é não fazer papel de vítima, algo que fiz a vida toda. Sempre fui muito dramática, achando que tudo e todos estavam contra mim. “Ó vida dura e cruel!” Isso também foi tão fantástico por que me fez entender que certas coisas não são minha culpa e que ficar nessa posição de vítima só vai me colocar numa vibração baixa e atrair tudo o que está nessa frequência. Não tô me vitimizando nesse caso, tanto que nem comentei com ninguém a respeito, mas eu compreendi que eu mesma estou me colocando nessa situação resolvendo coisas que a própria pessoa deveria resolver. Preciso entender que eu posso sim, ajudar a pessoa, mas não resolver o problema por ela. O problema é dela. Isso é ela que precisa fazer.

Não é fácil desapegar de algo que você foi a vida inteira! Mas também não tem sentido sempre se indispor consigo mesmo para ajudar ou agradar outras pessoas. Já postei um trechinho aqui de um livro falando sobre amor próprio e finalizo essa postagem com ele:

Só faremos felizes os outros na medida em que nós mesmos o formos. A única maneira de amar realmente o próximo é reconciliando-nos com nós mesmos, aceitando-nos e amando-nos serenamente, Não podemos esquecer que o ideal bíblico sintetiza-se em amar o próximo como a si mesmo. A medida, portanto, é o si mesmo e, cronologicamente, o eu mesmo vem antes que o próximo. Já é um ideal altíssimo chegar a preocupar-se com o outro tanto quanto consigo mesmo. Então, é por aí que precisamos começar.

Sofrimento e paz (para uma libertação pessoal) de Inácio Larrañaga

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6 comentários sobre “Sigo aprendendo

  1. Rafaella disse:

    Bruna, sua linda! Muita luz neste momento de tantas reflexões. Vejo que as coisas acontecem com um propósito, talvez seja hora mesmo de “destralhar” esses relacionamentos… Um super beijo!

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  2. Simplicidade e Harmonia disse:

    Bruna,

    Me identifiquei muito com o seu post, na questão da reciprocidade e do apego.
    Muitas vezes acabamos fazendo muito por pessoas que não estão nem aí, que depois não se importam sequer em perguntar como estamos, etc.
    Sobre o apego, acho que acontece muito no trabalho. Você geralmente se identifica com algumas pessoas, conversa, são praticamente amigos, mas quando um dos 2 sai da empresa, as coisas mudam, parece que não há mais assunto, a amizade empacam o contato fica forçado como você disse.

    “Que maravilhoso é poder compreender que o fato de uma pessoa ter sido importante numa fase da nossa vida (e por isso somos gratos a ela) não significa que precisamos manter um contato forçado.”
    Essa frase ficou perfeita. O mais legal é perceber que você é bem jovem para perceber esse tipo de coisa, que muitas vezes idosos ainda não perceberam.

    Parabéns pela sua jornada de autoconhecimento, você tem crescido cada vez mais e de forma consistente e coerente.

    Abraços,

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