Um armário minimalista e outras reflexões

Em 2013, quando comecei a mergulhar nos estudos sobre minimalismo, estava me sentindo sufocada com a quantidade de coisas que tinha. Na verdade também estava sufocada com sentimentos e com palavras não ditas. A síndrome do pânico foi o gatilho pra que um novo processo, extremamente difícil, desse início.

Assim que descobri sobre o que o minimalismo propunha: valorizar o que é importante e deixar de lado aquilo que é supérfluo (e isso depende muito de cada pessoa, da realidade na qual ela está inserida e de autoconhecimento pra compreender o que vale a pena manter e do que vale a pena se abdicar), vim fazendo algumas modificações na minha vida num aspecto geral. Já passei por muitas fases, pelos extremos, até finalmente compreender a necessidade de encontrar o caminho do meio. Nem muito, nem pouco, só o que é essencial. E essa maturidade, esse aprendizado de cuidar do nosso terreno interno é algo que vamos adquirindo através dos nossos erros e acertos. Os erros nos mostram o que não devemos repetir, os acertos nos mostram qual caminho devemos seguir.

Já li sobre ter uma quantidade x de objetos ou roupas, sobre armário cápsula, mas entendi que precisamos observar se tais conceitos já existentes se aplicam na nossa realidade. Se sim, bora lá. Se não, bora fazer adaptações, procurar aprender sobre novas maneiras e implementa-las na nossa realidade individual. Não precisamos obrigatoriamente seguir um modelo x ou y se ele não se encaixa naquilo que acreditamos. Podemos criar algo novo, misturar, tirar, adicionar e ir sentindo o que funciona ou não.

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Pois bem, finalmente estou participando de uma consultoria de estilo, algo que sempre tive muita vontade de fazer e que está sendo possível graças à querida Ágatha Lima. (que oferece um ótimo trabalho com um preço amigo e acessível pra vários bolsos – inclusive se vocês tiverem interesse em realizar essa consultoria com ela falem comigo!).

Dentre os exercícios propostos, o de listar o que já temos foi o que me fez enxergar que eu consegui reduzir drasticamente a quantidade de roupas que tenho. Fazendo esse inventário de peças vi que depois de quatro anos nessa jornada minimalista, com erros e acertos, tenho pouquíssimas.peças. Porém, ter pouco sem qualidade não é interessante. E não digo apenas sobre a qualidade dos tecidos, acabamentos, sobre consumir de marcas socialmente responsáveis, mas de ter um guarda-roupas que seja o mais versátil possível, com peças que eu gosto, que combinem entre si, que realmente me sejam úteis, confortáveis, que tenham a ver com a vida que levo e que exprimam a minha personalidade. O que percebi é que precisarei fazer novas aquisições de peças. Mas o mais legal é que isso será feito com o auxílio da Ágatha, para me mostrar de que maneira essas compras podem ser conscientes e alinhadas com o que sou/quero ser.

Sinto que o final desse ano tem me trazido muitas reflexões, novos aprendizados, novas formas de enxergar as coisas, mais auto-observação, amadurecimento e desejo de realmente fazer diferente, de promover as mudanças que acho que precisam acontecer para que eu possa estar cada vez mais alinhada com o que sou. Não existem fórmulas milagrosas pra resolver nossos problemas. O que vem de fora poderá de auxiliar, claro. As ferramentas estão aí pra isso. Porém, cabe única e exclusivamente a nós mesmas decidir, aceitar, transmutar, agir. E é difícil. Autoconhecimento e mudanças profundas necessitam de dedicação, auto-observação e cuidados diários.

Que a gente possa dedicar todos os dias um tempinho para cuidar das nossas sementes!

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5 comentários sobre “Um armário minimalista e outras reflexões

  1. Simplicidade e Harmonia disse:

    Bruna,

    Muito boa sua estratégia em relação as roupas e por estar participando da consultoria – deve ser muito bom, atividades como essa sempre ampliam nosso conhecimento.

    “Autoconhecimento e mudanças profundas necessitam de dedicação, auto-observação e cuidados diários.”
    Você disse tudo.
    Precisamos estar muito atentas para coisas básicas como o que nos agrada ou desagrada, para então trilharmos o caminho do alinhamento com quem somos e não o contrário.
    Isso demanda tempo, esforço e também encarar nossos fantasmas, medos, decepções, pavores, fraquezas e angústias, mas no final, vale muito a pena, pois dessa forma saberemos quem somos, quais são nossas reais necessidades, valores e sonhos – e não os que a sociedade quase nos impõe.

    Abraços,

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    • Bruna disse:

      Rosana, é uma experiência super legal essa da consultoria! Um belo exercício pra se conhecer.
      E requer esforço ne? Não da pra achar que tudo vai cair no nosso colo. A gente precisa tambem fazer nossa parte!

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