Olá, 2018!

Eu tinha pensado em fazer um post de “despedida” de 2017, mas não sei porque, não senti aquela  “sensação de mudança” típica dessa época do ano. Sei que a contagem do tempo é só uma maneira de “controlá-lo”, mas foi a primeira vez que eu não senti nada quando o ponteiro mostrou que o ano tinha mudado. Talvez porque desde setembro que as coisas vinham se transformando aqui dentro. Acredito que o nosso aniversário é que é nosso “réveillon particular”.

Não tenho do que me queixar de 2017. Aliás, se teve uma coisa que eu aprendi é que não adianta culpar o ano ou esperar que na noite do dia 31 de dezembro tudo vai mudar como num passe de mágica, por que não é assim que as coisas funcionam. Se eu pudesse resumir em uma palavra o ano de 2017 seria auto-responsabilidade”. Foi nesse ano que eu me toquei que precisava parar de me vitimizar e achar que o mundo estava contra mim, tomar as rédeas da minha vida (muitas vezes sem nem saber pra onde ir) e confiar que as coisas se ajeitariam, porém, com a maturidade de compreender que eu também preciso fazer a minha parte para que as coisas aconteçam.

Sempre fui muito idealizadora. Tenho várias ideias legais mas 99% delas não saem da minha cabeça. E isso se deve a muitas coisas, dentre elas à minha falta de confiança nas minhas habilidades e capacidades. A vida toda fui uma pessoa insegura, que sempre precisou da aprovação dos outros pra entender que algo estava bom. Acho engraçado até que com os outros eu sou puro incentivo, ajudo, apoio, mas quando é comigo senta que lá vem boicote. Venho tentando me ver com menos julgamento e mais leveza, entendendo que não preciso de aprovação unânime das pessoas (nem nunca a terei), mas que se eu estiver fazendo aquilo que acredito, que acho certo, que me faz feliz, não precisarei me preocupar com isso. Tá tudo bem.

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Primeiro passeio do ano com as cachorras

Estive lendo que 2018 será um ano de colher aquilo que plantamos. Tenho me atentado para as coisas que venho semeando desde que entrei nesse processo de me conhecer melhor, nesse exercício diário de me desconstruir, desaprender, construir e reaprender. Mas mesmo com tanto cuidado de vez em quando plantei coisas não muito boas e sei que terei que colhê-las. A semeadura é opcional. A colheita é obrigatória.

Estou num momento de poucas exigências da vida, mas determinada a dar o meu melhor para conseguir realizar aquilo que desejo. Compreendi que cabe a mim fazer o que é preciso e aceito a tarefa. Desejo estar a cada dia mais conectada com aquilo que acredito, mais firme, menos insegura, mais leve, menos julgadora, mais presente, menos conectada. Sigo caminhando.

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9 comentários sobre “Olá, 2018!

  1. Simplicidade e Harmonia disse:

    Bruna,

    Maravilhosa foto!
    Me identifiquei muito quando você disse que não sentiu nada quando o ponteiro do relógio mostrou que o ano havia mudado.
    Eu também não sinto nada, exceto um desconforto pelo aparente caos relacionado aos fogos de artifício – ao meu ver, uma barulheira primitiva e desnecessária, além do imenso prejuízo que causa aos animais de forma geral.
    Sobre não sentir nada, acho que foi porque você já estava fazendo desde setembro as mudanças que necessitava. Não precisamos esperar o ano mudar para mudar o que quer que seja, até porque hábitos não se mudam de uma hora para outra, como se fosse um passe de mágica. Nem organização, nem limpeza, nem falta de vontade em fazer exercícios físicos, etc.

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  2. Simplicidade e Harmonia disse:

    (Sempre que faço um comentário mais longo, parece que o WP interpreta como spam, por isso dividi em 2 partes).

    Um novo ano só será diferente se primeiramente mudarmos nosso interior, nossos paradigmas, concepções e deixarmos para trás o que não gostamos em nós e também o que não faz mais sentido para nós, mas que por um certo apego vamos mantendo em nossas vidas – sejam coisas ou pessoas (como aquelas amizades que não fluem mais, nas quais não há mais assunto ou pessoas nocivas).

    Abraços,

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    • Bruna disse:

      Oi Rosana! Lindo registro mesmo ne? Um presentão essa foto!
      Sim, tambem sinto miuto desconforto com os fogos e torço para que o reveillon desse ano não tenha fogos sonoros.
      Isso, penso que pode ser porque as mudanças já vinham acontecendo, ne? E penso exatamente assim: não precisamos esperar o ano pra mudar. Aliás, minhas maiores mudanças aconteceram justamente em datas aleatórias.
      Concordo com você: só quando mudamos por dentro a mudança se reflete do lado de fora. Sigamos nessa jornada de aprendizado!

      Curtido por 1 pessoa

  3. Caroline Abreu disse:

    Oi, Bruna! Me identifiquei muito com o que você escreveu, também não senti nenhuma “grande mudança” com a passagem para o novo ano. E talvez seja assim mesmo que tenha que ser, sem grandes metas ou objetivos mirabolantes, mas simplesmente seguir trilhando o mesmo caminho. Pelo menos, é assim que eu tenho visto 2018. Que seja um ano incrível pra gente! ❤

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