Por aqui

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Foto em uma das minha caminhadas por aí

Oi! Peço desculpas pelo sumiço, mas é que parece que 2018 começou com força, muitos planos e um desejo de tentar viver mais coisas off-line que me faz as vezes deixar a escrita pra lá. Mas não quero. Esse espaço é muito especial e importante nessa jornada de simplificar e de me conhecer melhor, então, reitero o pedido de paciência com a falta de frequência nas postagens (inclusive se alguém quiser falar comigo é só enviar um e-mail, que vejo sempre! 😉 )

Esse ano acabei nem começando a linkagem da semana. Desde que saí do trabalho (lá em 2016) a leitura no computador reduziu drasticamente. Ano passado li bem menos do que gostaria, então a meta pra esse ano é de desconectar mais e consequentemente ler mais (porque a pilha de livros pra ler só cresce! Rs… Já consegui ler 3 livros, então pretendo manter o ritmo). Também tenho me dedicado bem mais ao Instagram – às vezes é meio louco pensar na quantidade de pessoas que me acompanha por lá. Além disso no stories eu posto muito das coisas que faço aqui: os passeios com os cães, as pedaladas, caminhadas, comida, reflexões, livros, dicas… Enfim, lá eu consigo postar de forma mais rápida.

Por muito, muito tempo eu sentia que precisava encontrar um caminho e sinto que o veganismo (e o que tenho feito lá no instagram, a disseminação da mensagem de uma vida simples e consciente) traz aquele “quentinho pro coração”, uma sensação de pertencimento, de que estou no caminho certo, fazendo o que preciso fazer, alinhada com o que acredito. É muito legal receber mensagens de pessoas com as quais eu jamais teria contato se não fosse pela internet, saber que o que partilho as ajuda de alguma forma nessa jornada seja de conhecer a si mesmas, seja de se alimentar melhor, de refletir sobre os impactos que a gente causa no planeta e na vida de milhares de animais. Hoje eu me sinto no meu lugar, com muitas ideias e planos e, principalmente, muita determinação para torna-los realidade.

Outra coisa que é bem “louca” é pensar que há alguns anos atrás eu sonhava em estar vivendo exatamente o que estou: uma vida mais livre, mais conectada com as coisas que acredito, passando altos perrengues mas sentindo que cada dificuldade vale a pena por me permitir viver aquilo em que acredito. Foram(e tem sido) mudanças graduais de hábitos, desapegos, reflexões, dificuldades MUITAS, alegrias imensas também… Um processo intenso que tem me trazido cada vez mais plenitude. Mas não pensem que tudo são flores pois não são. Porém, aprendi que as maiores lições e transformações são aquelas que vivemos nos momentos mais difíceis. Entendi que quanto mais eu brigar com essa situação difícil, quanto menos eu aceitá-la, mais demorarei pra compreender a lição que ela veio me ensinar.

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Ah, uma coisa que eu acho legal partilhar com vocês: em 2016, através da minha terapeuta, conheci a “Constelação Familiar“, uma ferramenta incrível de autoconhecimento. Quis fazer uma sessão mas nunca dava certo. Minha mãe já “constelou” algumas vezes (inclusive teve uma experiência muito forte na primeira constelação relacionada com a minha avó) mas eu nunca havia conseguido. Não era a hora, eu acredito. Aí que no final de janeiro, pude participar de uma sessão que durou o dia todo. Foi uma experiência muito legal e que trouxe muita luz pra algumas questões da minha vida e que tem me feito refletir sobre muitas coisas, rever questões, desapegar de outras… Acho que até agora estou assimilando tudo. Se tiverem oportunidade, façam. (Vocês podem ver alguns vídeos de como ela funciona no youtube).

Bom, acho que é isso. Vou me organizar melhor pra poder voltar a escrever aqui da maneira que gosto. Enquanto isso vocês podem me acompanhar lá no instagram! 😉

Beijos!

 

 

 

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Olá, 2018!

Eu tinha pensado em fazer um post de “despedida” de 2017, mas não sei porque, não senti aquela  “sensação de mudança” típica dessa época do ano. Sei que a contagem do tempo é só uma maneira de “controlá-lo”, mas foi a primeira vez que eu não senti nada quando o ponteiro mostrou que o ano tinha mudado. Talvez porque desde setembro que as coisas vinham se transformando aqui dentro. Acredito que o nosso aniversário é que é nosso “réveillon particular”.

Não tenho do que me queixar de 2017. Aliás, se teve uma coisa que eu aprendi é que não adianta culpar o ano ou esperar que na noite do dia 31 de dezembro tudo vai mudar como num passe de mágica, por que não é assim que as coisas funcionam. Se eu pudesse resumir em uma palavra o ano de 2017 seria auto-responsabilidade”. Foi nesse ano que eu me toquei que precisava parar de me vitimizar e achar que o mundo estava contra mim, tomar as rédeas da minha vida (muitas vezes sem nem saber pra onde ir) e confiar que as coisas se ajeitariam, porém, com a maturidade de compreender que eu também preciso fazer a minha parte para que as coisas aconteçam.

Sempre fui muito idealizadora. Tenho várias ideias legais mas 99% delas não saem da minha cabeça. E isso se deve a muitas coisas, dentre elas à minha falta de confiança nas minhas habilidades e capacidades. A vida toda fui uma pessoa insegura, que sempre precisou da aprovação dos outros pra entender que algo estava bom. Acho engraçado até que com os outros eu sou puro incentivo, ajudo, apoio, mas quando é comigo senta que lá vem boicote. Venho tentando me ver com menos julgamento e mais leveza, entendendo que não preciso de aprovação unânime das pessoas (nem nunca a terei), mas que se eu estiver fazendo aquilo que acredito, que acho certo, que me faz feliz, não precisarei me preocupar com isso. Tá tudo bem.

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Primeiro passeio do ano com as cachorras

Estive lendo que 2018 será um ano de colher aquilo que plantamos. Tenho me atentado para as coisas que venho semeando desde que entrei nesse processo de me conhecer melhor, nesse exercício diário de me desconstruir, desaprender, construir e reaprender. Mas mesmo com tanto cuidado de vez em quando plantei coisas não muito boas e sei que terei que colhê-las. A semeadura é opcional. A colheita é obrigatória.

Estou num momento de poucas exigências da vida, mas determinada a dar o meu melhor para conseguir realizar aquilo que desejo. Compreendi que cabe a mim fazer o que é preciso e aceito a tarefa. Desejo estar a cada dia mais conectada com aquilo que acredito, mais firme, menos insegura, mais leve, menos julgadora, mais presente, menos conectada. Sigo caminhando.

Um armário minimalista e outras reflexões

Em 2013, quando comecei a mergulhar nos estudos sobre minimalismo, estava me sentindo sufocada com a quantidade de coisas que tinha. Na verdade também estava sufocada com sentimentos e com palavras não ditas. A síndrome do pânico foi o gatilho pra que um novo processo, extremamente difícil, desse início.

Assim que descobri sobre o que o minimalismo propunha: valorizar o que é importante e deixar de lado aquilo que é supérfluo (e isso depende muito de cada pessoa, da realidade na qual ela está inserida e de autoconhecimento pra compreender o que vale a pena manter e do que vale a pena se abdicar), vim fazendo algumas modificações na minha vida num aspecto geral. Já passei por muitas fases, pelos extremos, até finalmente compreender a necessidade de encontrar o caminho do meio. Nem muito, nem pouco, só o que é essencial. E essa maturidade, esse aprendizado de cuidar do nosso terreno interno é algo que vamos adquirindo através dos nossos erros e acertos. Os erros nos mostram o que não devemos repetir, os acertos nos mostram qual caminho devemos seguir.

Já li sobre ter uma quantidade x de objetos ou roupas, sobre armário cápsula, mas entendi que precisamos observar se tais conceitos já existentes se aplicam na nossa realidade. Se sim, bora lá. Se não, bora fazer adaptações, procurar aprender sobre novas maneiras e implementa-las na nossa realidade individual. Não precisamos obrigatoriamente seguir um modelo x ou y se ele não se encaixa naquilo que acreditamos. Podemos criar algo novo, misturar, tirar, adicionar e ir sentindo o que funciona ou não.

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Pois bem, finalmente estou participando de uma consultoria de estilo, algo que sempre tive muita vontade de fazer e que está sendo possível graças à querida Ágatha Lima. (que oferece um ótimo trabalho com um preço amigo e acessível pra vários bolsos – inclusive se vocês tiverem interesse em realizar essa consultoria com ela falem comigo!).

Dentre os exercícios propostos, o de listar o que já temos foi o que me fez enxergar que eu consegui reduzir drasticamente a quantidade de roupas que tenho. Fazendo esse inventário de peças vi que depois de quatro anos nessa jornada minimalista, com erros e acertos, tenho pouquíssimas.peças. Porém, ter pouco sem qualidade não é interessante. E não digo apenas sobre a qualidade dos tecidos, acabamentos, sobre consumir de marcas socialmente responsáveis, mas de ter um guarda-roupas que seja o mais versátil possível, com peças que eu gosto, que combinem entre si, que realmente me sejam úteis, confortáveis, que tenham a ver com a vida que levo e que exprimam a minha personalidade. O que percebi é que precisarei fazer novas aquisições de peças. Mas o mais legal é que isso será feito com o auxílio da Ágatha, para me mostrar de que maneira essas compras podem ser conscientes e alinhadas com o que sou/quero ser.

Sinto que o final desse ano tem me trazido muitas reflexões, novos aprendizados, novas formas de enxergar as coisas, mais auto-observação, amadurecimento e desejo de realmente fazer diferente, de promover as mudanças que acho que precisam acontecer para que eu possa estar cada vez mais alinhada com o que sou. Não existem fórmulas milagrosas pra resolver nossos problemas. O que vem de fora poderá de auxiliar, claro. As ferramentas estão aí pra isso. Porém, cabe única e exclusivamente a nós mesmas decidir, aceitar, transmutar, agir. E é difícil. Autoconhecimento e mudanças profundas necessitam de dedicação, auto-observação e cuidados diários.

Que a gente possa dedicar todos os dias um tempinho para cuidar das nossas sementes!

Links interessantes da semana #37

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1- Limpeza energética da residência – no Sétima Dimensão

 

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2- Quantos anos tem os objetos da sua casa? – no Viver sem Pressa

 

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3- A minha avó e seus hábitos ecológicos – no A Felicidade é o Caminho

 

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4- O lado perverso da felicidade digital – no Ainda mais Feliz

 

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5- Você quer ter sempre paz ou razão? – no Minimus Life

 

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6- Vídeo polêmico mostra crianças sendo convidadas a matar animais para comer – no Vista-se

 

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7- Faço parte dos outros 53%. E você? – no Obrigada, estou apenas olhando

Links interessantes da semana #36

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1- Valorize o Simples – no Simplicidade & Harmonia

 

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2- Ideias de presentes para um natal lixo zero – no Um ano sem Lixo

 
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3- Por que eu me transformei? – no Sétima Dimensão

 

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4- Procura-se compaixão, empatia e amor no Doce Cotidiano

 

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5- O que temos x o que precisamos – no Roupa Livre

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6- Vai com medo mesmo – no Nowmastê

 

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7-O que aconteceria se a alimentação vegana fosse adotada em todo o mundo – no Nexo

 

Bom final de semana!

 

Sigo aprendendo

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A vida é uma grande escola. Todo dia um novo teste. Inclusive, algumas repetições de lições pra ver se a gente realmente aprendeu com os erros, o que nos faz ver que as vezes pensamos que mudamos, até mentimos pra nós mesmos e na realidade continua a mesma coisa, com sutis modificações.

Nesses últimos meses tantas coisas tem vindo a tona sobre mim mesma… Já falei disso nos últimos posts, mas é que realmente tem sido uma fase onde tenho lido bastante, estudado e me dedicado pra entender as coisas que acontecem na minha vida, erros que se repetem, coisas boas… Enfim, um período de revisões e de traçar novos planos.

Sempre tive a “mania” de querer ajudar as pessoas. E sei que isso é muito legal, muito nobre, reconheço. Porém, é uma coisa que na maior parte das vezes mais me desgasta do que me faz sentir útil. Lembro que desde a época da escola as minhas amigas vinham se aconselhar comigo e eu sempre fui aquela amiga pra qual você poderia ligar de madrugada que te atenderia. Só que com o passar dos anos a gente vai vendo que a balança acaba pendendo demais pro lado de lá: você se doa, ajuda, mas não tem reciprocidade. Não que eu faça algo esperando reconhecimento. Eu faço isso por que eu realmente gosto de ajudar. Só que chega um ponto em que não dá pra continuar dando e não recebendo nada em troca. Juro, não meço esforços para ajudar quem me procura, mas estou entendendo (e decidindo colocar em prática pela milésima vez) que não dá pra ficar onde não existe reciprocidade. Pra mim amizade é algo que naturalmente engloba reciprocidade. Se não, é coleguismo. E aí a vida nos faz passar uma peneira + pente fino em certas amizades.

Mais uma coisa: desapegar das pessoas. Finalmente estou conseguindo me desapegar de pessoas. Que libertador! Que maravilhoso é poder compreender que o fato de uma pessoa ter sido importante numa fase da nossa vida (e por isso somos gratos a ela) não significa que precisamos manter um contato forçado. Tá tudo bem deixar a pessoa seguir a vida dela e você também seguir a sua. Não precisa ficar brigado nem nada, mas não precisa fingir um vínculo que não existe mais. FANTÁSTICO.

Mas voltando à questão anterior: eu já tinha cometido um erro, disse que não tornaria a repetir e adivinhem? Lá fui eu mais uma vez fazer o papel de trouxa resolvendo problema pra uma pessoa que me deixou na mão com a batata assando.

Uma das coisas que decidi também é não fazer papel de vítima, algo que fiz a vida toda. Sempre fui muito dramática, achando que tudo e todos estavam contra mim. “Ó vida dura e cruel!” Isso também foi tão fantástico por que me fez entender que certas coisas não são minha culpa e que ficar nessa posição de vítima só vai me colocar numa vibração baixa e atrair tudo o que está nessa frequência. Não tô me vitimizando nesse caso, tanto que nem comentei com ninguém a respeito, mas eu compreendi que eu mesma estou me colocando nessa situação resolvendo coisas que a própria pessoa deveria resolver. Preciso entender que eu posso sim, ajudar a pessoa, mas não resolver o problema por ela. O problema é dela. Isso é ela que precisa fazer.

Não é fácil desapegar de algo que você foi a vida inteira! Mas também não tem sentido sempre se indispor consigo mesmo para ajudar ou agradar outras pessoas. Já postei um trechinho aqui de um livro falando sobre amor próprio e finalizo essa postagem com ele:

Só faremos felizes os outros na medida em que nós mesmos o formos. A única maneira de amar realmente o próximo é reconciliando-nos com nós mesmos, aceitando-nos e amando-nos serenamente, Não podemos esquecer que o ideal bíblico sintetiza-se em amar o próximo como a si mesmo. A medida, portanto, é o si mesmo e, cronologicamente, o eu mesmo vem antes que o próximo. Já é um ideal altíssimo chegar a preocupar-se com o outro tanto quanto consigo mesmo. Então, é por aí que precisamos começar.

Sofrimento e paz (para uma libertação pessoal) de Inácio Larrañaga