Livro: Picos e Vales

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Fiquei muito feliz com as partilhas de vocês sobre o momento em que estão passando, sobre as dúvidas que também pairam sobre vocês sobre qual caminho seguir, sobre o que fazer. Aprendi e venho refletindo muito sobre tudo o que disseram. Acredito que quando a gente divide nossas experiências, acaba ajudando mais pessoas que também estão passando por coisas parecidas. Isso é muito bacana e nos faz ver que não estamos sozinhos nessa jornada de autoconhecimento que as vezes é bastante árdua.

Bom, escrevi aquele texto no domingo a tarde e postei. Depois disso recebi um e-book de uma amiga chamado “Picos e Vales”, do Spencer Johnson. Sentei pra ler e li de uma vez, fazendo algumas anotações do que achei ser pertinente. É um livro muito bacana, com ensinamentos a respeito de como lidar melhor com esses altos e baixos que são inevitáveis nas nossas vidas, afinal, tudo é cíclico e fala sobre como fazer com que os picos durem mais tempo (os momentos em que as coisas estão boas) e como sair dos vales (especialmente quando a gente se encontra estagnado, sem ideia nem forças para tomar decisões de qual caminho seguir).

Senti que foi um presente que o universo me mandou através da Thaísse, a amiga que me mandou esse livro para que eu possa ver que as coisas podem melhorar e que só depende de mim. Fala muito sobre a questão da auto-responsabilidade, de como a decisão de mudar e melhorar cabe a nós. Sei que tem épocas em que a gente realmente não consegue enxergar uma saída para o momento em que estamos vivenciando, mas acredito que essa leitura e os ensinamentos que o livro propõe poderão nos ajudar muito.

No final dele, há um resumo das lições ensinadas. Ainda não fiz isso, mas vou escrever todas essas lições, colar no meu quarto (seja na porta do guarda-roupa ou mesmo na parede ou mural) para, sempre que as coisas não estiverem muito boas eu poder ler e retomar o fôlego para continuar nesse aprendizado contínuo que é a nossa existência.

Quem quiser baixar o livro, ele está disponível nesse link. Espero que gostem e que ele lhes possa ser útil assim como está sendo pra mim! ❤

Links interessantes da semana #25

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1- Curso com tudo o que você precisa saber- sem romantizar – a vida Alternativa – no Hypeness

 

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2- O que você precisa saber para ter uma guarda-roupa sustentável – no Plata o Plomo

 

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3- Como vencer o espírito de desânimo e procrastinação – no Despertar Coletivo

 

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4- E o caminho profissional, como está? – No Uma jornada Interior

 

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5- Ninguém passa na nossa vida por acaso – no Hora de mudar

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6- Considerações sobre uma vida minimalista – no Vida Minimalista

 

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7- Use o mínimo de tempo possível dos outros – no Viver sem pressa

As coisas por aqui

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Foto que tirei num dos meus pedais

Já tem cerca de 4 anos que estou nessa jornada de viver de forma mais simples. Pra quem não lembra, tudo começou em 2013, com minhas crises de ansiedade que culminaram em ataques de pânico. Com eles, uma reflexão sobre a forma como eu estava vivendo e gastando tanto meu tempo quanto meu dinheiro. Veio também o projeto de ficar um ano sem comprar nada como uma forma de refletir sobre meus gastos, rever meus conceitos e aproveitar todas as coisas que eu já tinha, questionando o que diariamente nos é imposto: “COMPRE”.

Nesses quatro anos muita água passou por debaixo da ponte que caminho. Aprendi e desaprendi muita coisa, descobri novos caminhos, novas possibilidades. Mudei de vida e quem me acompanha desde aquela época também leu por aqui sobre tais mudanças.

Li muito sobre viver fora do sistema e é um assunto que me fascina. Como ser independente dos bens e serviços que usamos indiscriminadamente hoje? Porém, depois de muito ler e refletir, penso que talvez não seja possível ser 100% livre. Ainda dependemos de muitas coisas, e tento não ver isso como uma coisa “errada”, pois essa palavra borbulha na minha cabeça sempre e é algo que me bloqueia pra muitas coisas. Enxergar o dinheiro como algo “ruim” ou “errado” é uma crença que me impede de muitas coisas, por exemplo. Se tem algo que venho aprendendo nesses anos é: como posso me relacionar melhor com o dinheiro? (Essa é uma questão que me aflige demais). Nós precisamos de dinheiro pra comprar coisas, então, como posso me relacionar bem com a sua energia?

Venho tentando me equilibrar mais, sem querer viver uma coisa muito “extrema”. Não gosto de usar essa palavra mas acho que é a que pode expressar melhor a maneira como eu me sinto. Meu ponto então é: como eu posso trabalhar aliada ao meu propósito, recebendo um dinheiro que me permita realizar as coisas que sonho? Como realizar um trabalho que possa ser útil não só pra mim (me beneficiando monetariamente) mas também para as outras pessoas, algo que as ajude de alguma forma?

Esse é meu dilema.

Penso nisso todo santo dia.

Morar no interior e ter um custo de vida pequeno, além de ter minha casa própria (da minha mãe, aliás!), é algo que facilitou muito essa escolha que fiz de ser autônoma. Mas ser autônoma também significa que não posso contar com um dinheiro x no final do mês. É tudo muito incerto. E incerteza é algo que me deixa bastante desconfortável e que as vezes tira as minhas forças, meu foco, meu prumo. É algo que venho trabalhando faz tempo mas que ainda me aflige.

Apesar de tudo de bom que estou vivendo, me sinto bastante perdida em relação a minha profissão. Alguém mais está passando por algo parecido? Se sim, partilhem aqui comigo! Trocando experiências a gente pode se ajudar, né?

 

Ps. Acabei de ler esse texto que fez MUITO sentido sobre tudo isso que escrevi aí em cima

 

 

 

Links interessantes da semana #24

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1- Como manter o foco em uma atividade por vez? – no Vida Minimalista

 

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2- A Cristal conta por que parou de usar sabonete pra lavar o rosto – no Um ano sem Lixo

 

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3- Como viver devagar em uma sociedade rápida – no Slow Living

 

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4-  O ruído é uma escolha – no Simples Propósito

 

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5- A escalada – no Uma jornada Interior

 

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6- O consumo na era dos blogs de moda – no Repete Roupa

 

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7- Antes de amar o corpo que tal aceitar o corpo? – no Oficina de Estilo

 

Bom final de semana!

Mudanças e o mar

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Mudança é uma palavra que sempre gera desconforto, afinal, estamos bem, estamos confortáveis, acostumados com o ritmo da vida e aí eis que se faz necessário mudar, sair dessa zona confortável em que nos encontramos e caminhar rumo ao desconhecido. Mudar traz consigo diversos sentimentos: medo, insegurança, dúvidas, falta de coragem. “tá bom do jeito que tá”, “assim tá fácil”. Mas como dizem por aí: se fosse “fácil” não era a vida.

Fazendo uma analogia, vejo que mudar é como se a gente entrasse no mar.

Na orla, na areia, vislumbramos a imensidão do mar e isso nos causa certo receio. O que será que tem no mar, nas águas profundas? Quantas vidas habitam esse imenso aglomerado de água? Não sabemos! E o desconhecido nos assusta.

Então resolvemos entrar na água. Dependendo do dia, o mar está agitado. A gente tenta avançar, mas ondas trazem a gente de volta pra orla. Precisamos nos esforçar um pouco para poder adentrar um pouco mais até que consigamos ultrapassar essas ondas que estão quebrando e nos jogando de volta pra orla. E aí encontramos certa estabilidade. Pelo menos mais estabilidade do que enquanto estávamos no meio de onde as ondas quebram. Encontramos certa tranquilidade.

Quando resolvemos mudar é exatamente isso que acontece. Estamos na orla, imaginando as inúmeras possibilidades e o desconhecido que nos aguarda. Quem não tem medo do desconhecido? Eu tenho! A estabilidade é confortável pra gente, é tranquilizante. Mas a vida de vez em quando exige que mudemos. Ao decidir mudar temos duas opções: continuar onde estamos já sabendo o que encontraremos e viveremos ou resolver mergulhar no desconhecido e buscar o novo. Cabe a gente escolher.

No começo é difícil. São muitas ondas quebrando em cima da gente, a gente nada, nada e o mar insiste em nos trazer de volta pra orla. Algumas coisas começam a sair fora daquilo que havíamos imaginado e a gente sente que:  “isso não é pra mim”, “não deveria ter mudado”, “deveria ter continuado onde estava, era mais fácil”. Nadar contra a maré não é fácil. As vezes nossas forças se esvaem e precisamos recuar um pouco, fazer algumas adaptações e retomar o fôlego para continuar a nadar.

E quando menos esperamos, pronto. Estamos em alto mar. Conseguimos visualizar a orla (onde a gente estava), as ondas quebrando (as dificuldades que tivemos que superar para poder realizar as mudanças que desejávamos) e finalmente conseguimos nadar com tranquilidade (entramos no ritmo da nossa nova vida). Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Mas em alto-mar também tem tempestade. Haverão momentos em que novas mudanças serão necessárias, mas depois sempre haverá calmaria. O ditado não diz que depois da tempestade bem a bonança?

Mudanças são parte da nossa experiência humana. São essenciais para que possamos nos aprimorar e nos alinhar ao nosso propósito de vida. Podem ser dolorida, podem ser difíceis, mas quando as aceitamos elas se tornam menos complicadas do que a gente imaginava.

Links interessantes da semana #23

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1- Pra entender mais sobre minimalismo, slow living, zero waste no Living Slow

 

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2- A versão (real) do armário cápsula das meninas do Oficina de Estilo – no Oficina de Estilo

 

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3- O que você faria se tivesse mais tempo livre? – no Viver sem pressa

 

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4- Dicas para viver no momento presente – no Vida Minimalista (que está de volta! <3)

 

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5- O consumo consciente é uma mentira? – no Modefica

 

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6- A verdade sobre a moda de viver no campo – no Jardim do Mundo

 

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7- Quer aprender a ser “lixo zero”? A Cristal vai te ajudar! – no Um ano sem lixo

 

Bom final de semana! ❤

 

Tá ok não estar bem.

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Tem épocas em que tudo flui bem, né? As coisas funcionam, os planos seguem o caminho que a gente imaginava, as pessoas colaboram, é tudo lindo. Mas não sei o que é que acontece que de uma hora pra outra o trem desanda e tudo começa a sair dos eixos. É uma avalanche, parece que vem tudo de uma vez.

Mas faz parte. E entender que essas fases também são necessárias é uma tarefa árdua pra gente, afinal, fomos ensinados de que tudo tem que estar bem o tempo inteiro. Mas como, se a nossa vida não é só a gente? Se sofremos interferências de tudo o que está ao nosso redor e não temos controle de tudo? Tá aí uma coisa que a gente precisa desapegar: do controle e de achar que precisamos ser feliz o tempo inteiro.

Na realidade essa concepção de felicidade foram “enfiadas” na nossa goela com os contos de fadas e os ‘felizes para sempre’. Essa ideia de que ser feliz é ter tudo bom o tempo todo não faz sentido. Quando era mais nova, pensava que tudo poderia ser só bom, mas como nós poderíamos ter a concepção de “bom” se não tivesse o “ruim” pra comparar? Eu coloco entre parenteses porque não vejo o “ruim” como algo negativo, mas sim, como oposto e parte necessária para o equilíbrio que a gente tanto busca: luz e sombra, dia e noite, frio e quente, yin e yang… são opostos e são complementos.

Eu tô passando por uns períodos assim, em que as coisas não fluem da maneira que eu esperava, em que me sinto perdida sem saber que rumo trilhar, em que sinto sem forças pra fazer as coisas. Por isso não tô nem conseguindo sentar pra escrever aqui. Mas entendo que isso também é parte: há épocas mais agitadas e há épocas mais tranquilas, e essa tranquilidade ajuda a equilibrar, a me voltar pra dentro, a me conhecer melhor. E isso é bom. Mesmo parecendo algo “ruim”, é bom. É uma excelente oportunidade de me aprimorar, de analisar a forma como vivo, como reajo às situações as quais sou exposta, às pessoas, de refletir sobre o que tenho feito, sobre onde desejo chegar…

Então, tá ok quando não tá “bem”. Não se sinta culpada por não estar bem o tempo inteiro. NINGUÉM é feliz o tempo inteiro.